Uma nova chance para redescobrir o Centro Histórico
No primeiro domingo de agosto, Belém se prepara para celebrar o Mês do Patrimônio com a 62ª edição do circular campina cidade velha, um convite aberto para quem deseja vivenciar a riqueza cultural, histórica e artística dos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto. No dia 2, das 8h às 20h, o público poderá aproveitar uma programação diversificada que mescla espaços culturais, roteiros turísticos, gastronomia e música, com atividades gratuitas e pagas.
Mais de 30 locais estarão abertos para essa jornada pela memória e pelo presente da capital paraense, destacando seu patrimônio arquitetônico e humano. O evento, que conta com o patrocínio do Banco da Amazônia via Lei Rouanet, apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além da Alubar e da Universidade Federal do Pará (UFPA), busca valorizar a circulação cultural e o diálogo com o público.
Novos caminhos e roteiros para explorar
Desta edição, quatro espaços inéditos se somam ao circuito tradicional. A Casa Rosada, na Cidade Velha, recebe visitas guiadas comandadas pelo professor Michel Pinho, que revela detalhes da arquitetura e da história local. A Casa Igara também estreia com um café regional amazônico, oficina de miriti ministrada pelo mestre Francelino e uma feira criativa que promete movimentar o bairro.
Além disso, o Boca da Terra oferece uma vivência focada em alimentação viva e conexão com a natureza, enquanto a Chamma da Amazônia propõe uma imersão sensorial nas fragrâncias típicas da região. Pela manhã, a UFPA conduz o Roteiro Geo-Turístico da Campina, com saída da avenida Portugal, em frente ao antigo espaço do bondinho, em parceria com o projeto Perifa.Doc. O passeio inclui visitas à Biblioteca Fran Paxeco do Grêmio Literário Português, a maquete do Centro Histórico no Fórum Landi e a Capela Pombo, ainda em restauração.
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Patrimônio imaterial e atividades para todas as idades
O evento também dedica atenção ao patrimônio imaterial. O Circuitinho Circular, voltado para crianças, realiza um percurso educativo pelo Ver-o-Peso, enquanto oficinas do mestre Francelino e do Instituto Letras que Flutuam mantêm viva a tradição amazônica por meio da arte do miriti e do saber ancestral.
O Complexo dos Mercedários, da UFPA, surge como um polo de atividades, com visitas guiadas, exposição “Terra Incógnita, notas amazonianas” e apresentações musicais, incluindo o concerto “O Cantochão dos Mercedários” e a performance “Violão em Chamas” do professor Lucas Imbiriba. A programação infantil encerra com roda de carimbó, contação de histórias e feira de artesanato, aproximando o público da cultura local em um ambiente acolhedor.
Exposições, economia criativa e gastronomia no roteiro
O circuito cultural conta ainda com exposições renomadas, como “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado, no Centro Cultural Banco da Amazônia, e “Amazônia Violada”, no Fórum Landi. No Sesc Ver-o-Peso, o público encontra a III Mostra Tekó – Arte, Território e Retomada, além do Curto-Circuito. Museus e espaços da Secretaria de Cultura também mantêm exposições abertas que exploram a memória e a arte amazônica.
Na economia criativa, a Jenipapo – Feira de Arte Gráfica retorna à Casa Mairí, reunindo artistas visuais e editoras independentes. Feiras de artesanato, design autoral e gastronomia movimentam diversos pontos, como o Ateliê Jupati, Cabide Collab e o Centro Cultural do Bené, garantindo diversidade e autenticidade à programação.
Sabores e sons que encantam o Centro Histórico
Quem busca experiências gastronômicas encontra opções variadas, desde o almoço na Casa do Fauno e Purão Vegano até a culinária regional do Restaurante do Rubão, Boteco do Carmo e Pimenta na Cuia, que também recebem apresentações musicais ao longo do dia. A música percorre os bairros com shows de artistas locais como Lucas Imbiriba, Gigi Furtado, Floriano Santos e Joelma Kláudia, entre outros, garantindo ritmo e animação do almoço até o fim da noite.
Com uma agenda que une arte, patrimônio e lazer, o 62º Circular Campina Cidade Velha se firma como uma oportunidade concreta para moradores e visitantes se conectarem com a história viva de Belém, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo a identidade local.
