Celebração das Aparelhagens Sonoras
Na tarde desta quarta-feira, 25 de março de 2026, a Câmara Municipal de Belém promoveu uma sessão solene em homenagem a três das mais icônicas aparelhagens sonoras da capital paraense: Tupinambá, Crocodilo e Rubi. A cerimônia marcou a oficialização dessas estruturas como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do município, reconhecendo a importância histórica e social que esses gigantes do som têm para a população local.
A iniciativa para a homenagem, que culminou no projeto de lei que conferiu o título de patrimônio, foi liderada pelo vereador Michell Durans. A proposta, que busca proteger a identidade visual e sonora das aparelhagens, foi sancionada pelo prefeito Igor Normando. Com essa nova designação, essas estruturas agora contam com uma proteção adicional e incentivo à preservação de suas características e atividades tradicionais.
“Essa comenda vai servir para que a gente possa, daqui pra frente, galgar novos espaços e crescer muito mais”, declarou DJ Dinho, representante do Tupinambá, em um momento de otimismo.
O Papel das Aparelhagens na Economia Criativa
A solenidade atraiu proprietários, DJs, técnicos das aparelhagens homenageadas, além de parlamentares e entusiastas do movimento. Durante o evento, os presentes ressaltaram como Tupinambá, Crocodilo e Rubi atuam como motores da economia criativa, além de serem fundamentais na difusão do tecnomelody e do brega, gêneros que compõem a identidade musical contemporânea da Amazônia.
Esse reconhecimento reforça a importância das aparelhagens não só como fontes de entretenimento, mas também como equipamentos culturais vivos que atraem multidões e mantêm viva a tradição das festas de subúrbio e das comunidades ribeirinhas. A cerimônia realizada na Câmara Municipal de Belém representa um marco na valorização de uma estética genuinamente paraense, que, há décadas, influencia e inova o cenário musical do Brasil.
Alegrias e Homenagens
Além do reconhecimento das aparelhagens, a cerimônia também prestou homenagem ao cantor e compositor Tonny Brasil. O artista, que faleceu em 2024 aos 57 anos, teve sua obra oficializada como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará neste mês. A trajetória de Tonny Brasil, marcada por sua contribuição à música paraense, é um exemplo claro do impacto que a arte pode ter na cultura local.
O evento foi um verdadeiro tributo à rica tradição musical do Pará e à relevância das aparelhagens sonoras, que, além de entreter, são fundamentais para a preservação da cultura regional. Esse reconhecimento institucional é um passo importante para garantir que a identidade cultural do Pará continue a ser celebrada e valorizada por futuras gerações.
