Chuva intensa impacta retorno do feriado na BR-316
Na noite de domingo (5), o retorno do feriado da Semana Santa na BR-316, principal via de acesso à Região Metropolitana de Belém, foi marcado por um fluxo intenso de veículos, porém sem congestionamentos significativos. A movimentação de carros no sentido Marituba–Belém se manteve fluída durante a passagem da equipe de reportagem, que esteve no local por volta das 19h.
Por outro lado, o cenário se complicou no fim da tarde, quando uma forte chuva, que durou cerca de uma hora, atingiu a região e causou pontos de alagamento em trechos da rodovia. Apesar das condições adversas, os motoristas conseguiram seguir viagem, embora enfrentando velocidades reduzidas em algumas áreas com acúmulo de água.
Além da pista principal, diversas ruas nos arredores da BR-316 também sofreram com os alagamentos, uma situação que, conforme moradores locais, é comum no período chuvoso. “Aqui na rua José Hassegawa é sempre assim quando chove. Ela enche muito, mais do que as outras. Fica complicado para todo mundo”, relatou Adiel Santos, um eletrotécnico que atua como motorista de aplicativo.
Adiel ainda alertou sobre os riscos para pedestres e motoristas: “A gente tem que subir na calçada, mas não sabe o que tem embaixo da água. Pode ter buraco, alguma coisa, e causar acidente”, destacou o motociclista.
No bairro Mangueirão, a preocupação também é evidente. Jader Paes, um morador da área, comentou sobre os alagamentos que muitas vezes invadem as residências. “Enche tudo. Em algumas casas, a água entra, molha fogão, cama, roupa, é um desespero. A gente já tentou chamar atenção para isso, mas o problema continua”, desabafou.
Embora a forte chuva tenha gerado transtornos em várias partes, o cenário na BR-316 ao longo do início da noite não apresentou congestionamentos, o que trouxe um certo alívio para aqueles que retornavam do feriado. A equipe de reportagem se dirigiu até o início do município de Marituba, onde observou um aumento no fluxo de veículos, mas ainda assim, o trânsito se mantinha em movimento.
No trecho que liga Ananindeua a Belém, o número de veículos era significativamente menor, contribuindo para a fluidez do tráfego.
