Conflito nos Bastidores do Show
Faltando poucos dias para o tão esperado show do Guns N’ Roses em Belém, um impasse administrativo surge nos bastidores, longe dos holofotes, mas com potencial para causar polêmica. A Ordem dos Músicos do Brasil no Pará (OMB-PA) anunciou que, na quinta-feira (16), encerrou o prazo de três dias dado à produtora responsável pelo evento para apresentar o contrato e efetuar o pagamento da taxa legal de 10% sobre o valor do cachê da banda. Sem resposta da produtora, a situação agora será encaminhada para o departamento jurídico da entidade.
A exigência de cobrança é respaldada pelo artigo 53 da Lei Federal nº 3.857/60, que regulamenta a atuação de músicos estrangeiros no Brasil. De acordo com essa norma, contratos para artistas internacionais só podem ser registrados após o pagamento da taxa, que é dividida igualmente entre a OMB e o sindicato local da categoria. Para o show em Belém, o cálculo parte de um cachê estimado em cerca de US$ 1,6 milhão – o que representa aproximadamente R$ 8 milhões na cotação atual. Dessa quantia, o valor da taxa a ser paga gira em torno de R$ 800 mil.
Legalidade da Cobrança
Além da legislação citada, a OMB também menciona normas complementares do Ministério do Trabalho e resoluções do Conselho Nacional de Imigração, que abordam a regularização de atividades artísticas estrangeiras em eventos com venda de ingressos. Contudo, a OMB-PA, através de sua presidente Cleuma Rodrigues, garante que essa medida não deve impactar diretamente a realização do evento. Segundo ela, a estratégia da OMB não é impedir o show, mas judicializar a cobrança, se necessário, sem interferir no espetáculo. A análise é de que barrar a apresentação poderia causar um desgaste político e econômico desnecessário.
Expectativa para o Show
A apresentação do Guns N’ Roses em Belém, agendada para o dia 25 no Mangueirão, marcará o encerramento da turnê da banda pelo Brasil. É o primeiro show do grupo na região Norte, o que aumentou ainda mais a demanda e os preços dos ingressos. Os valores variam de R$ 590 a R$ 1.800, com setores já esgotados. Os organizadores estimam que o faturamento do evento poderá ultrapassar R$ 13 milhões, considerando um público próximo de 40 mil pessoas.
Esse panorama financeiro do show contrasta fortemente com a disputa pela taxa, evidenciando que o conflito se trata menos de um obstáculo operacional e mais de uma luta pela participação na receita de um mercado extremamente lucrativo. Essa dinâmica ressalta a importância de como as questões administrativas podem influenciar o setor de entretenimento.
Diferenciação com Eventos Anteriores
A OMB destaca que a situação atual é distinta em relação a apresentações internacionais anteriores em Belém, como as associadas à COP30, que ocorrerá em 2025. Nesses casos, não houve cobrança porque não havia venda de ingressos. Atualmente, o cenário inclui um evento privado, com bilheteira ativa e mudanças nos valores ao longo da venda, elementos que, conforme a entidade, tornam a taxa obrigatória. O foco da OMB também recai sobre a cadeia profissional que apoia o show, incluindo técnicos e roadies, argumentando que a taxa é uma forma de proteção e valorização desses trabalhadores.
Apesar da falta de acordo até o momento, a expectativa é de que o caso seja levado ao Judiciário. Enquanto isso, o espetáculo continua confirmado, com o público ansioso pela performance da icônica banda no palco.
NOTÍCIAS RÁPIDAS
• O senador Zequinha Marinho revelou em suas redes sociais que “Meu voto é não à indicação de Messias”. Ele enfatizou que, antes de pensar em novos ministros, é fundamental “arrumar a casa”, defendendo que o STF precisa recuperar o equilíbrio e a segurança jurídica.
• Após quatro meses afastado, Romário retornou ao Senado e expressou seu compromisso de trabalhar pelo Brasil e pelo Rio.
• O STF já possui uma maioria definida no julgamento referente à lei de cotas de SC, com sete votos a favor da derrubada da norma.
• A Justiça Eleitoral aceitou a denúncia contra Ratinho por violência política de gênero, relacionada a declarações feitas em 2021 sobre a deputada Natália Bonavides.
• O apresentador questionou, de forma polêmica, se poderia “pegar uma metralhadora” contra a parlamentar devido a um desentendimento sobre um projeto de lei.
• A proposta de acabar com a escala 6×1 avançou no Congresso, sendo discutida por duas frentes distintas: uma através do projeto do governo e outra através das PECs em tramitação na Câmara.
• Nikolas Ferreira apresentou uma emenda às PECs, exigindo do governo a compensação pelos custos gerados pela medida.
• O governo encaminhou ao Congresso a LDO de 2027 com projeções ambiciosas, prevendo um crescimento de 2,56% e uma inflação de 3,04%, além de uma meta fiscal mais rigorosa.
• Propostas do pré-candidato Romeu Zema incluem a proibição de decisões monocráticas, a restrição da atuação de parentes de ministros como advogados e a elevação da idade mínima para indicações no STF para 60 anos.
