inovação no Parque de ciência e Tecnologia Guamá
No Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, o maior ecossistema de inovação da região, a produção de conhecimento se transforma em inovação concreta. Até o momento, foram gerados 104 ativos de propriedade intelectual, resultado direto da criação de soluções tecnológicas por empresas e laboratórios estabelecidos no local. Dentre esses, nove patentes são de empresas e 95 de laboratórios, além de 48 patentes de invenção, quatro modelos de utilidade, sete registros de marca e 45 registros de programas de computador. Esses números evidenciam a força criativa do ecossistema e seu potencial inventivo.
Ecossistema de Inovação Paraense
Aline Casimiro, gerente técnica de Inovação e Propriedade Intelectual da Fundação Guamá, destaca que, atualmente, no Brasil, escritórios de advocacia, universidades e outras instituições têm a capacidade de registrar marcas e patentes de diversos produtos, incluindo programas de computador e outros ativos de propriedade intelectual. Ela ressalta, no entanto, que o diferencial do ecossistema de inovação no Pará reside no interesse em “transferir tecnologias, transformar invenções em startups lideradas por alunos ou pesquisadores, e conectar essas inovações a empresas que já exploram produtos semelhantes, integrando-se ao mercado”.
Política de Inovação e Sustentabilidade
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A Fundação Guamá, responsável pela gestão do Parque de Ciência e Tecnologia, implementou, no ano passado, uma Política de Inovação. “Toda Instituição Científica e Tecnológica (ICT) pública deve ter uma política de inovação. A ICT privada que acessa recursos públicos, como a Fundação Guamá, também precisa.” Aline explica que a política aprovada pelo conselho inclui várias diretrizes essenciais para guiar as atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), fortalecendo o ecossistema e alinhando suas iniciativas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Potencial Amazônico para Inovação
A Amazônia, que abriga 10% da biodiversidade do planeta, tem sido um tema central no debate mundial, especialmente com eventos como a COP 30, prevista para novembro de 2025 em Belém. Essa região possui um potencial extraordinário para ajudar no controle da crise ambiental e na descoberta de novos medicamentos, com base em produtos nativos da floresta. A disputa pelo reconhecimento dessas descobertas é intensa. “Imagina uma comunidade que coleta óleo de andiroba, purificado em laboratório, e que é vendido nacional e internacionalmente. Essa comunidade agrega valor ao seu produto por meio do conhecimento associado. A colaboração entre comunidades e laboratórios potencializa o alcance do mercado e o reconhecimento dos detentores desse saber”, explica Aline Casimiro.
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Novas Tecnologias Emergentes
Dentre as tecnologias emergentes, destaca-se um software que já possui registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Essa ferramenta visa proteger a autoria dos inventores de um código-fonte de aplicação de interesse público. Segundo o professor Renato Francês, um dos criadores do programa, a aplicação é voltada para a gestão de notificações institucionais, permitindo que usuários acessem o sistema via redes sem fio. Ao conectar-se à rede da prefeitura, o cidadão pode se cadastrar e escolher o canal de comunicação preferido, seja WhatsApp, SMS ou e-mail, recebendo notificações de maneira rápida e personalizada.
A solução foi desenvolvida para simplificar e otimizar a comunicação entre servidores públicos e cidadãos, especialmente em serviços presenciais, promovendo maior transparência e agilidade na administração pública. Além dos programas de computador, uma unidade de extração com fluido supercrítico foi criada pelo professor Raul Carvalho Jr. junto com a equipe do Laboratório de Tecnologia Supercrítica (Labtecs), atendendo à demanda do mercado. Essa tecnologia genuinamente paraense, batizada de “Papa Chibé”, representa mais um exemplo do potencial inovador que floresce no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá.
