Premiação e Impacto do Videoclipe
O videoclipe ‘Corra!’, uma criação dos artistas Kalika e Primo, conquistou o prêmio de Melhor Videoclipe na 11ª edição do Amazônia FiDoc, realizado em Belém. A obra, que reflete a persona artística de seus criadores, surgiu a partir de uma atividade acadêmica, onde decidiram dar vida aos seus ‘alter egos’. Kalika, o nome artístico de Kayky Ryan, explicou que a intenção era explorar o lado sombrio do ser humano, retratando a luta interna com um ‘eu maligno’, o que resulta em uma estética de ‘terror psicológico’ que permeia toda a produção. ‘Cada detalhe foi pensado para impactar e envolver o público’, diz Kayky, destacando a profundidade emocional que a obra procura transmitir.
Com evidente emoção, Kayky relembrou o momento em que foi anunciada a vitória. Segundo ele, a premiação não só celebrou a originalidade e a estética autêntica do videoclipe, mas também evidenciou a capacidade de fazer cinema independente na Amazônia. ‘Isso é uma prova de que nós, artistas e cineastas da região, somos capazes de realizar grandes sonhos, basta acreditar’, afirma.
Coletividade e Desafios da Produção
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Pedro Marques, que também faz parte da equipe, destacou a importância do trabalho coletivo durante a produção de ‘Corra!’. ‘Ganhar um prêmio em um festival pan-amazônico, competindo com produções de maior orçamento, é uma vitória significativa. Essa conquista evidencia a potência artística da região’, afirmou. Ele ressaltou que o projeto foi construído com esforços coletivos, sem grandes recursos financeiros, movido pelo amor à arte. Para Pedro, a experiência reforçou a consciência de que todos estavam unidos em uma missão importante.
Ele também enfatiza a relevância de espaços como festivais de cinema e universidades públicas, que são fundamentais para que artistas independentes possam ser vistos e reconhecidos. ‘Esse prêmio é um impulso para nós, pois mesmo diante das dificuldades do audiovisual independente na Amazônia, mostra que nosso trabalho pode alcançar grandes horizontes’, disse. Pedro se comprometeu a continuar a trabalhar em projetos que valorizem a riqueza cultural e estética da região, defendendo que a Amazônia possui um potencial enorme a ser explorado.
Produções Paraenses em Destaque
‘Corra!’ não foi o único destaque da noite. O festival também premiou diversas produções paraenses, reforçando a força do audiovisual no Pará. O curta-metragem ‘Boiuna’, da diretora Adriana de Faria, foi reconhecido como Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular na Mostra Pan-Amazônica. Outro vencedor foi o curta ‘Quem Quer?’, dirigido por Célia Maracajá, que conquistou o prêmio de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular na 3ª Mostra Amazonas do Cinema, dedicada a produções femininas.
Na Mostra Amazônia Legal, o longa ‘A Mulher sem Chão’ foi premiado como Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial, enquanto ‘Xingu, Nosso Rio Sagrado’ levou o prêmio do Júri Popular. O Pará também se destacou na 3ª Mostra de Videoclipes e Videoartes, onde o videoarte ‘Didibuísmos’, de Marise Maués, venceu nas categorias Melhor Videoarte pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular.
Reconhecimento Nacional
Além das produções locais, o festival destacou obras de diversos estados do Brasil. O filme de animação ‘Glória e Liberdade’, dirigido por Letícia Simões, foi o grande vencedor da Mostra Pan-Amazônica, recebendo o prêmio de Melhor Longa-Metragem do Júri Oficial. A obra, que mistura documentário e animação, aborda temas como memória, racismo, identidade e liberdade, apresentando uma visão provocativa de um Brasil dividido em nações independentes no ano de 2050. Outro destaque na Mostra Pan-Amazônica foi o longa ‘Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui’, de Mini Kerti, que venceu o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular.
As produções estudantis também foram reconhecidas, com o curta ‘A Fundação de Joanes – Vila de Joanes’ recebendo os prêmios de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular. O festival, realizado em Belém, se consolidou como um espaço vital para a valorização do cinema na Amazônia, promovendo a diversidade e o fortalecimento da cultura regional.
