Início da Semana do MEI 2026 no Pará
A Semana do Microempreendedor Individual (MEI) 2026 começou nesta segunda-feira (25) em todo o Brasil, com foco na capacitação e orientação de pequenos negócios. Em Belém, a programação gratuita ocorre na sede do Sebrae, na rua Municipalidade, 1461, bairro Umarizal, das 9h às 18h. O evento reforça o compromisso nacional de apoiar a regularização jurídica dos MEIs, facilitar o acesso a linhas de crédito junto a instituições financeiras e apresentar ferramentas tecnológicas que modernizam a gestão dos empreendimentos.
Crescimento do MEI e foco em inovação
O número de microempresas no Pará tem crescido expressivamente, passando de 275 mil em 2019 para quase 500 mil em 2026. Deste total, cerca de 250 mil correspondem a trabalhadores autônomos formalizados como MEI, cuja receita bruta anual é de até R$ 81 mil. Para conectar esses empreendedores às novas tecnologias, a programação inclui o espaço Bora Inovar, uma área interativa que aproxima os MEIs de soluções digitais práticas, facilitando a incorporação da tecnologia no cotidiano dos negócios.
Inteligência artificial e tecnologia acessível
Renata Batista, gerente de sustentabilidade e inovação do Sebrae, destaca que o Bora Inovar tira o receio do acesso à tecnologia para quem atua individualmente. “Oferecemos orientação sobre como implementar inteligência artificial de forma simples e eficaz no negócio, com resultados rápidos”, explica. No espaço, os participantes podem interagir com telões e óculos de realidade virtual para conhecer recursos como automação no WhatsApp Business, emissão de notas fiscais eletrônicas e criação de lojas virtuais.
Leia também: Anuário do Pará 2025–2026: Revelando a Força da Economia Paraense
Leia também: Sebrae no Pará planeja 1,5 milhão de atendimentos a pequenos negócios até 2026
Estrutura e abrangência do evento no Pará
Com quase 3 mil metros quadrados, a estrutura montada em Belém reúne 35 expositores locais e se estende a feiras integradas em seis municípios paraenses, incluindo Castanhal, Altamira e Trairão. Segundo Rubens Magno, diretor superintendente do Sebrae, o aumento nos registros se deve também a medidas que simplificam a burocracia. “A semana é dedicada para fortalecer o microempreendedor individual, mostrando como vender para o governo e outras instituições que demandam processos licitatórios”, afirma o dirigente.
Exemplos práticos de crescimento e profissionalização
Na feira, empreendedoras locais mostram como o evento tem impacto direto nos negócios. A costureira Ailan Souza, de 57 anos, atua há 41 anos e há quatro mantém uma loja online de vestuário pet no Instagram. Após participar da feira no ano anterior, aumentou a produção anual de 20 para 50 a 70 peças, focando em roupas temáticas para a Copa do Mundo. “Espero que as vendas sejam tão boas quanto no fim do ano. A produção já está consistente e acredito que vai crescer ainda mais”, relata, com preços que variam de R$ 18 a R$ 45 conforme o tamanho do animal.
Outra história é a da artesã Anne Lobo, de 53 anos, que há 12 anos produz bonecas de pano com representatividade cultural da região Norte, como indígenas e quilombolas. Após dois anos de consultoria técnica, profissionalizou a gestão da marca e mudou sua visão sobre o negócio. “O Sebrae me ajudou a enxergar que sou uma empresária além de artesã. Nas decisões, atuo como empresária; na produção, como artesã”, conta Anne, que já foi MEI e hoje é microempresária (ME).
