Brasil e Marrocos se preparam para reencontro na Copa do Mundo de 2026
O próximo sábado (13) reserva um confronto de peso para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Às 19h, o Brasil enfrenta Marrocos, adversário que cruzou seu caminho pela primeira vez há 29 anos, em uma partida histórica disputada no Estádio Mangueirão, em Belém.
O primeiro duelo oficial entre as seleções ocorreu em 9 de outubro de 1997, quando o Brasil vivia um momento de reconstrução em seu elenco, buscando a melhor formação para a Copa do Mundo de 1998, na França. O Mangueirão foi o palco desse embate, que contou com um cenário conturbado nos bastidores da Seleção.
Contexto e desafios da Seleção Brasileira em 1997
Naquele ano, o técnico Mário Jorge Lobo Zagallo usava amistosos para testar alternativas e preencher lacunas no grupo. A menos de um ano do Mundial, a comissão técnica enfrentava dificuldades para contar com alguns dos principais jogadores, já que clubes europeus resistiam em liberar atletas para partidas não oficiais, fato que impulsionaria a criação das Datas FIFA posteriormente.
Além da resistência dos clubes do exterior, Zagallo lidava com problemas no futebol nacional. O Vasco, por exemplo, não liberava Edmundo, um dos principais nomes do país na época, enquanto Romário, em fase turbulenta no Valencia, ficou fora dos planos.
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Com essas limitações, o Brasil entrou em campo no Mangueirão com a seguinte escalação: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano e Gonçalves; Émerson, Zé Elias, Juninho Paulista e Zé Roberto; Denílson, Dodô e Donizete.
Marrocos forte e organizado desafia o Brasil no Mangueirão
Do outro lado, a seleção marroquina, já classificada para a Copa de 1998, desembarcou em Belém com força máxima, incluindo jogadores conhecidos do futebol português, como Chippo, destaque do Porto, e Dadji, principal astro do Sporting.
O confronto foi mais equilibrado do que o placar indica. O Brasil enfrentou uma equipe organizada, que marcou firme e criou boas chances de gol. A torcida paraense, que lotou o Mangueirão, revelou impaciência em vários momentos, chegando a vaiar a Seleção.
No primeiro tempo, Dodô desperdiçou um pênalti ao acertar a trave, o que abalou os brasileiros e animou os marroquinos. A pressão nas arquibancadas refletiu o nervosismo da equipe, que só conseguiu equilibrar o jogo na etapa final.
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Denílson brilha e garante a vitória brasileira
Aos 17 minutos do segundo tempo, Denílson abriu o placar com um chute de fora da área, um gol considerado defensável pela imprensa da época, mas que trouxe alívio para o Brasil. Nos minutos finais, após uma jogada individual, o próprio Denílson sofreu pênalti e converteu a cobrança, fechando o placar em 2 a 0 para a Seleção.
Apesar do triunfo, Zagallo sabia que a equipe ainda precisava evoluir antes da Copa da França. Menos de um ano depois, a Seleção chegou à final do Mundial, confirmando o trabalho de preparação realizado.
Reencontro em 2026 com cenários distintos
Vinte e nove anos depois, Brasil e Marrocos se enfrentam em um cenário totalmente diferente. Os marroquinos chegam embalados por um protagonismo recente no futebol internacional, enquanto o Brasil, agora sob o comando de Carlo Ancelotti, busca o hexacampeonato mundial.
Para os torcedores paraenses, o confronto traz uma lembrança especial. O Mangueirão, palco do primeiro embate entre as duas seleções, foi testemunha de uma partida marcada por testes, incertezas, vaias e os dois gols decisivos de Denílson, que ajudaram a traçar o caminho brasileiro para a Copa de 1998.
