Demanda por carnes nobres cresce em Belém com a chegada da Copa de 2026
A chegada da Copa do Mundo de 2026 já começa a movimentar o comércio em Belém, especialmente os açougues e distribuidoras de bebidas. A combinação tradicional de futebol, encontros familiares e churrasco tem impulsionado a procura por cortes bovinos típicos para churrasco, como picanha, maminha e contra-filé. No entanto, o cenário econômico desafia consumidores, que enfrentam preços elevados tanto nas carnes quanto nas bebidas, o que gera uma cautela maior entre os comerciantes locais.
Nas feiras da cidade, como a Feira da Pedreira, açougueiros relatam que os primeiros dias do mundial já refletiram em um aumento nas vendas de carnes nobres, muito procuradas para as confraternizações durante os jogos da seleção brasileira. A expectativa é que o movimento cresça ainda mais conforme a competição avança, principalmente nos finais de semana e em partidas decisivas.
Açougueiros destacam cortes preferidos e reajustes nos preços
O açougueiro Ângelo Batista, da Feira da Pedreira, conta que a movimentação começou antes mesmo da estreia do Brasil e que a picanha lidera a preferência dos consumidores. “Desde quarta-feira, a procura está alta, principalmente por picanha. O pessoal está consumindo muita picanha”, afirma. Segundo ele, o aumento na demanda está concentrado quase que exclusivamente nos cortes para churrasco, como também a maminha, contra-filé e alcatra.
Ângelo prevê um crescimento de 20% a 30% nas vendas durante a Copa, mas ressalta que o consumidor sente o impacto dos sucessivos reajustes no preço da carne. “A carne em geral está cara e aumentou muito nos últimos dois meses. A cada semana, sofríamos reajustes três a quatro vezes, quase todo dia”, relata. Entre os cortes mais valorizados, o filé mignon chega a R$ 78 o quilo, enquanto a picanha varia entre R$ 65 e R$ 70, dependendo da qualidade.
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Outro açougueiro da mesma feira, Welton Brandão, é ainda mais otimista e espera um aumento de até 50% nas vendas durante a Copa. “A procura vai ser maior nos dias dos jogos do Brasil. Os cortes mais buscados são picanha, maminha e fraldinha”, comenta. Em seu açougue, os preços praticados para picanha e maminha estão na casa dos R$ 65 o quilo, enquanto a fraldinha custa cerca de R$ 42 o quilo.
Feira da 25 aguarda impacto das partidas da seleção
Na Feira da 25, localizada na Avenida Rômulo Maiorana, o açougueiro Toni Alves ainda não percebeu um aumento expressivo nas vendas, mas acredita que isso deve mudar com o início dos jogos da seleção brasileira. “Até agora, não tivemos alta significativa, pois o mundial está só começando. Amanhã será o primeiro jogo do Brasil e esperamos sentir esse aumento”, explica.
Ele destaca que o calendário do torneio deve favorecer encontros familiares e reuniões, elevando o consumo de carnes para churrasco. “As expectativas são boas, com muitos jogos e reuniões de amigos e família. O churrasco é presença garantida. Estamos nos preparando para o aumento das vendas nesse período”, afirma.
Sobre os preços, Toni comenta que o mercado de carnes em Belém está instável. “Os preços variam bastante. Houve uma queda há algumas semanas, mas agora voltou a subir. Tentamos manter nossos clientes informados sobre essas oscilações. Recebemos reclamações, o que é compreensível, mas no fim todos entendem que isso faz parte do mercado”, conclui.
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Fonte: edemossoro.com.br
Bebidas têm alta modesta e consumidores buscam opções mais acessíveis
No setor de bebidas, o otimismo é mais contido. Eduardo Costa, dono de uma distribuidora local, afirma que a Copa tem movimentado o consumo, mas em ritmo mais lento que em edições anteriores. “Esperamos aumento nas vendas, porém bem tímido em comparação aos anos anteriores”, comenta.
Ele atribui essa moderação ao cenário econômico atual, que tem afetado diretamente os hábitos de consumo dos paraenses. “Observamos uma queda no consumo, principalmente de bebidas alcoólicas. O endividamento das famílias de baixa renda e classe média faz com que as pessoas busquem alternativas mais baratas”, explica.
Entre os produtos mais vendidos para acompanhar os jogos estão refrigerantes e cervejas populares. Eduardo destaca que promoções atreladas à Copa, como as figurinhas promocionais da Coca-Cola, ajudam a impulsionar parte das vendas. “Refrigerantes como Coca-Cola estão em alta por causa da promoção. Nas cervejas, Skol, Império e Amstel lideram a procura”, afirma.
No entanto, os preços também avançaram no segmento. O pacote da cerveja Amstel, que custava cerca de R$ 30 no fim do ano passado, já ultrapassa R$ 40, o que obriga reajustes constantes ao consumidor. “Precisamos ajustar os preços semanalmente”, finaliza o empresário.
