Combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó
Uma operação conjunta realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Polícia Federal (PF) tem como objetivo combater o garimpo ilegal e desarticular a cadeia logística criminosa instalada na Terra Indígena Kayapó, localizada no sul do Pará. Nos dois primeiros dias da ação, os agentes destruíram diversas estruturas e equipamentos para frear os impactos ambientais e aumentar o custo da atividade criminosa.
Destruição de maquinário e apreensões
Durante a primeira fase da Operação Xapiri Mebêngôkré, foram inutilizadas 31 escavadeiras hidráulicas usadas diretamente na extração ilegal de minérios. Além disso, os fiscais destruíram 2 caminhões, 2 carretas destinadas ao transporte de madeira, 2 tratores, 23 motores ligados à atividade garimpeira, 8 motocicletas, 3 caminhonetes, 5 geradores, 4 motosserras, 9 acampamentos e 2 oficinas. Também foram apreendidos cerca de 10,2 mil litros de diesel para abastecimento das frentes ilegais.
Entre os itens recolhidos estão 1 antena satelital para acesso à internet, 23 gramas de ouro, 2 armas de fogo com munições e duas aves resgatadas pelos agentes do Ibama que estavam em poder dos infratores.
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Importância estratégica da Terra Indígena Kayapó
A Terra Indígena Kayapó é parte de um dos maiores mosaicos contínuos de áreas protegidas da Amazônia brasileira, abrangendo vastas florestas preservadas e importantes nascentes e cursos d’água da bacia do rio Xingu. A proteção desse território é fundamental para a conservação ambiental, além de garantir os direitos territoriais e culturais dos povos indígenas que ali vivem.
Porém, a região enfrenta pressão crescente de atividades ilegais, sobretudo o garimpo, que provoca desmatamento, degradação de áreas de preservação, assoreamento dos rios e contaminação por mercúrio e óleo. Esses impactos comprometem a qualidade da água, afetam a fauna e a flora e ameaçam diretamente a saúde e o modo de vida das comunidades indígenas.
Enfrentamento ao crime organizado e logística do garimpo
O garimpo ilegal também favorece o fortalecimento de organizações criminosas responsáveis por financiar e manter complexas redes logísticas. Por isso, a operação atua não só nos locais de extração, mas também nas estruturas de apoio ao longo da cadeia produtiva, buscando interromper a capacidade operacional e reduzir a viabilidade econômica da atividade ilícita.
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A vasta extensão territorial da Terra Indígena Kayapó e a dificuldade de acesso a vários pontos do território exigem o uso de meios aéreos especializados. A operação conta com o suporte de aeronaves do Ibama e da Polícia Federal para reconhecimento, transporte das equipes e apoio logístico, ampliando a presença do Estado em áreas remotas da Amazônia.
Objetivo da destruição dos equipamentos ilegais
A inutilização dos maquinários, equipamentos, insumos e estruturas ligadas ao garimpo ilegal visa interromper imediatamente os danos ambientais em andamento, aumentar os custos da atividade criminosa e dificultar sua retomada. Além disso, as informações obtidas durante a fiscalização ajudam a subsidiar investigações e responsabilizações dos envolvidos na exploração irregular dos recursos minerais.
Compromisso permanente com a proteção ambiental
A Operação Xapiri Mebêngôkré faz parte das ações contínuas do Ibama para proteger o meio ambiente na Amazônia Legal e reforça o compromisso do Estado brasileiro com a defesa dos territórios indígenas, dos recursos naturais e do patrimônio ambiental nacional. O nome da operação homenageia a autodenominação do povo Kayapó, “Mebêngôkré”, destacando a importância da proteção dessa comunidade e o enfrentamento das atividades ilegais que ameaçam seus territórios e modos de vida.
