São João na Socioeducação do Pará: Cultura e Identidade em Foco
Durante todo o mês de junho, as Unidades de Atendimento Socioeducativo (Uase) da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) promoveram uma série de celebrações em torno das festas juninas, trazendo à tona a riqueza cultural da região e proporcionando momentos de aprendizado, lazer e convivência para os jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. A programação, iniciada de forma autônoma pelas unidades, buscou estimular o senso de pertencimento e o fortalecimento dos vínculos sociais entre os socioeducandos.
Eventos que Resgatam a Cultura Paraense e Promovem a Inclusão
O Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino (Casf) foi pioneiro, realizando sua festa no dia 3 de junho com o tema “Cultura Paraense: Do Égua ao Pai D’égua”. A celebração destacou as manifestações culturais locais, como o carimbó, o rock doido e o calypso, além das comidas típicas e das expressões regionais. Larissa Carvalho, gestora do Casf, destacou a importância dessas ações para o desenvolvimento da identidade das adolescentes: “A festa junina é um momento de celebração, mas também de aprendizado e pertencimento. Ao destacar a cultura paraense, proporcionamos às adolescentes a oportunidade de reconhecer e valorizar sua identidade, fortalecendo vínculos e promovendo experiências significativas por meio da arte, da cultura e da convivência coletiva.”
Na sequência, em 17 de junho, a Fasepa, em parceria com a Fundação Cultural do Pará (FCP), levou um grupo de jovens ao Centro Cultural e Turístico Tancredo Neves (Centur) para prestigiar o Arraial de Todos os Santos. Acompanhados por familiares e servidores, os jovens tiveram contato com apresentações culturais e feiras artesanais, experimentando de forma inédita os costumes e espaços da própria cidade.
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Festas Juninas que Fortalecem Vínculos e Estimulam a Socialização
Outras unidades também celebraram o período junino com atividades próprias. No dia 18, a Uase 2 em parceria com a Escola Estadual Antônio Carlos Gomes da Costa e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) organizou uma festa com apresentações de dança, feira de comidas típicas e jogos como bingo, estimulando o contato dos jovens com a cultura local.
No mesmo dia, o Centro de Semiliberdade de Santarém (CSS) promoveu o “Festão Pra Lá de Bom na Semiliberdade de Santarém”, com brincadeiras tradicionais como corrida de saco, cabo de guerra e pescaria, além de comidas típicas e a apresentação do grupo local Conquista de Carimbó. A presença dos familiares reforçou os laços afetivos e o envolvimento com a cultura regional. Rosângela Sales, gestora do CSS, ressaltou o valor educativo da festa: “A festa junina, no contexto do cumprimento de medida socioeducativa de semiliberdade, atua como uma importante ferramenta pedagógica, promovendo a socialização e fortalecendo vínculos familiares e comunitários, além de estimular o desenvolvimento de habilidades de trabalho em equipe durante os preparativos.”
Integração e Diversão no “Arraiá Pé na Roça e Olho na Copa”
No dia 24 de junho, data oficial de São João, o Centro Socioeducativo Feminino (Cesef) realizou sua festa junina intitulada “Arraiá Pé na Roça e Olho na Copa”, que também coincidia com o terceiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Organizado pela Fasepa em parceria com a Seduc, o evento proporcionou às jovens momentos de integração social, competições saudáveis, brincadeiras cooperativas e apresentações culturais, incluindo carimbó e músicas tradicionais da época. A programação ainda contou com um concurso de misses socioeducandas e uma dança dedicada aos ritmos nacionais, antecipando o clima do jogo da Seleção.
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Ressignificando Tradições para a Reintegração Social
Até o final de junho, outras unidades realizarão suas próprias festas juninas, reafirmando o compromisso da Fasepa com a política socioeducativa estadual. Essa autonomia na organização dos eventos permite um contato genuíno dos jovens com as tradições juninas, valorizando os símbolos culturais do Pará e promovendo a ressignificação dessas celebrações no contexto da socioeducação. Assim, o ciclo de festas juninas contribui para a reintegração social dos socioeducandos, fortalecendo sua identidade e ampliando as possibilidades de participação cultural.
Texto: Aimê F. Falcão, sob supervisão de Dani Valente. Reportagem por Vitor Lima.
