Egito busca classificação inédita contra Irã na última rodada do Grupo G
O Egito chega para a última rodada do Grupo G da Copa do Mundo 2026 ocupando a liderança da chave, acumulando quatro pontos. A equipe escreveu um capítulo histórico ao vencer a Nova Zelândia por 3 a 1 em Vancouver, conquistando sua primeira vitória em fases finais de Copas do Mundo desde sua estreia em 1934.
Do outro lado, o Irã soma dois empates e precisa da vitória no jogo contra o Egito, que será realizado em Seattle, para manter o controle do próprio destino na competição. Com Bélgica e Nova Zelândia jogando simultaneamente, um resultado negativo para o Team Melli pode resultar em eliminação prematura, mesmo antes da confirmação dos resultados paralelos.
Análise dos times e contexto competitivo do duelo em Seattle
O Egito entra como amplo favorito no confronto desta madrugada de sábado, mantendo chances claras de avançar para as oitavas de final pela primeira vez em sua história. O time comandado por Hossam Hassan demonstrou eficiência ofensiva com quatro jogadores diferentes marcando gols até aqui: Salah, Ashour, Ziko e Trézéguet.
Na estreia contra a Bélgica, o Egito dominou o primeiro tempo e abriu o placar com Emam Ashour, assistido por Salah. A Bélgica só conseguiu empatar após a entrada de Lukaku no segundo tempo, que ocasionou um gol contra de Mohamed Hany. Já contra a Nova Zelândia, o time egípcio construiu a vitória com gols no segundo tempo, encerrando um jejum de 92 anos sem triunfos em fases finais de Copa do Mundo.
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O Irã, por sua vez, tem uma campanha marcada por dois empates que carregam peso além do placar. O empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia contou com um gol histórico de Ramin Rezaeian, o jogador mais velho a marcar pelo país em Copas, aos 36 anos. O 0 a 0 contra a Bélgica, conquistado em meio a dificuldades logísticas e diplomáticas nos Estados Unidos, mostrou a capacidade de resistência do time, especialmente com defesas decisivas do goleiro Alireza Beiranvand.
Desfalques e prováveis escalações para o confronto decisivo
O Egito tem dúvidas no meio-campo e na zaga, com Hamdy Fathy e Hossam Abdelmaguid ainda sob condição física incerta, mas mantém a base que garantiu os resultados iniciais. O time deve atuar no esquema 4-2-3-1, apostando nas transições rápidas e na liberdade de Mohamed Salah para criar jogadas.
O Irã terá a ausência do capitão Ehsan Hajsafi, suspenso por cartões amarelos. Milad Mohammadi deve ocupar a ala esquerda, mas a perda do experiente jogador pode pesar na organização defensiva e na saída de bola. Amir Ghalenoei deve manter o 3-4-2-1, com Mehdi Taremi como referência no ataque, buscando equilibrar a necessidade ofensiva sem comprometer a solidez defensiva.
Contexto tático e desafios para as equipes
O Egito se apoia no 4-2-3-1, com os volantes responsáveis pela proteção defensiva para liberar Salah, que atua em movimentação diagonal partindo da direita para o centro, articulando as principais ações ofensivas. Marmoush é o centroavante que aproveita as oportunidades criadas pelos companheiros.
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Para o Irã, a ausência de Hajsafi representa a perda de liderança e experiência no corredor esquerdo. A equipe precisará se adaptar para buscar a vitória necessária, o que pode abrir espaços para os contra-ataques rápidos do Egito, especialmente explorando a velocidade de Marmoush e a visão de jogo de Salah.
Palpite e prognóstico para o jogo em Seattle
Com elenco mais equilibrado e sem os obstáculos logísticos sofridos pelo adversário, o Egito é favorito para vencer o confronto decisivo contra o Irã. O time busca a primeira classificação às oitavas na história da seleção, enquanto o Irã encara a partida como uma missão de vida ou morte no torneio.
Este jogo será decisivo para o futuro das duas seleções no Mundial e promete movimentar o Grupo G até o último minuto, com a Bélgica e a Nova Zelândia também influenciando os destinos na chave.
