Um novo espaço para a cultura e o conhecimento
Belém ganha um reforço importante na cena cultural e acadêmica com a inauguração do Instituto INSTAR, marcada para o próximo dia 25 de agosto. O local surge como um polo dedicado à educação continuada, pesquisa e valorização do patrimônio cultural, focando em áreas como arquitetura, urbanismo, arte, design e cultura. A proposta é fortalecer a conexão entre universidade, mercado e sociedade, oferecendo cursos livres, vivências e experiências que ampliam o repertório dos profissionais sem exigir o afastamento da rotina de trabalho.
Origem e propósito do Instituto INSTAR
Idealizado pelas arquitetas Milena Farag e Márcia Nunes, que mantêm uma parceria desde a graduação, o INSTAR nasceu do reencontro entre trajetórias distintas. Milena seguiu atuando no desenvolvimento de projetos em escritório de arquitetura, enquanto Márcia aprofundou-se no meio acadêmico como professora e pesquisadora, incentivando a formação continuada. A convergência das experiências ocorreu durante uma palestra do arquiteto belga Laurent Troost, que ampliou a visão de Milena para temas que extrapolam o projeto arquitetônico, envolvendo cidade, urbanismo, mobilidade e patrimônio.
Milena enfatiza a inquietação constante pelo conhecimento que motivou a criação do instituto. “Mesmo com uma rotina intensa, nunca deixei de buscar referências, estudar, viajar e conhecer produções artísticas dentro e fora do Brasil. O INSTAR nasceu dessa percepção: o arquiteto precisa alimentar continuamente seu olhar. Queremos oferecer um espaço para voltar a estudar, encontrar grandes professores e ampliar repertório sem se afastar da vida profissional”, explica.
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Fonte: edemossoro.com.br
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Fonte: feirinhadesantana.com.br
Márcia complementa ao destacar a ponte que o instituto pretende construir entre o conhecimento acadêmico e a prática profissional. “Minha trajetória sempre oscilou entre o escritório e a universidade. Na pesquisa e na docência, compreendi a força transformadora do conhecimento. O INSTAR nasce do desejo de aproximar esses mundos. Quando conhecimento, experiência e prática se encontram, formamos profissionais mais conscientes e preparados para transformar sua cidade”, afirma.
Educação continuada com foco em experiência e teoria
A proposta do INSTAR reúne mestres, doutores e profissionais reconhecidos para ministrar cursos livres com durações variadas de 10, 20 e 30 horas. A grade curricular combina fundamentação teórica e atividades práticas, incluindo visitas técnicas, vivências e debates, promovendo um aprendizado integrado e dinâmico.
Dentre os cursos oferecidos estão: Arquitetura da Belle Époque em Belém, que aborda a formação da paisagem urbana local por meio da arquitetura do ferro e do ecletismo, culminando em oficina prática; Cartografias Afetivas, que propõe percorrer a cidade relacionando mobiliário urbano, memória e afetividade; Mobilidade Urbana e Soluções Baseadas na Natureza, focado em estratégias sustentáveis para bairros de Belém e projetos no Urban Living Lab; Arquitetura de Interiores, que oferece uma visão integrada do processo criativo para espaços internos; Projeto de Lojas Comerciais em Shopping Centers, que explora os aspectos técnicos e operacionais da criação de espaços comerciais; e Trilhas como Processo Criativo em Arte, que investiga percursos e poéticas visuais que estimulam a criação artística.
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Fonte: soudebh.com.br
Conhecimento que circula para transformar cidades
Ao partir da compreensão da importância da história das cidades para projetar o futuro, o INSTAR reforça seu compromisso com a circulação do conhecimento. Márcia Nunes destaca: “O INSTAR acredita que o conhecimento não deve ficar restrito às universidades. Ele precisa provocar reflexões e contribuir para formar profissionais capazes de compreender e transformar as cidades com responsabilidade”.
A inauguração do Instituto INSTAR promete reunir um público diversificado, incluindo representantes acadêmicos, pesquisadores, arquitetos, artistas, designers, empresários e autoridades. O evento marca o início de uma nova instituição que pretende fortalecer a produção e difusão do conhecimento cultural e arquitetônico na Amazônia, contribuindo para a cena local e regional.
