Projeto Novas Minas reforça a mineração no Oeste do Pará
A Mineração Rio do Norte (MRN) iniciou o Projeto Novas Minas (PNM), que vai aplicar R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos para garantir a continuidade das operações no Oeste do Pará até 2041. Além dos investimentos produtivos, a empresa trabalha na instalação de uma linha de transmissão que conectará sua operação ao Sistema Interligado Nacional, promovendo avanços significativos na infraestrutura energética da região.
No primeiro semestre, a MRN já investiu R$ 36,9 milhões em ações sociais e ambientais, conforme revela a 4ª edição do relatório “Por Dentro da MRN”, que detalha o desempenho econômico, social e ambiental da mineradora.
Guido Germani, CEO da MRN, destaca que o PNM integra produção, geração de empregos e desenvolvimento regional, impactando não só o território onde a empresa atua, mas toda a cadeia produtiva do alumínio e setores econômicos nacionais.
Empregos e qualificação profissional em foco
Com a licença de instalação concedida em abril, o projeto já está na fase de implantação e deve gerar cerca de 2,3 mil empregos nas obras. As oportunidades contemplam profissionais e fornecedores das regiões de Oriximiná, Terra Santa e Faro, áreas centrais da mineração no Pará.
Para garantir a qualificação da mão de obra local, a MRN disponibilizou 1,2 mil vagas gratuitas em 14 cursos profissionalizantes, abrangendo construção civil, operação de máquinas, soldagem e manutenção. Magda Damasceno, gerente-geral de RH, afirma que a criação de empregos depende diretamente do preparo e capacitação dos trabalhadores da região.
As primeiras turmas do Programa de Gestão de Mão de Obra (PGMO) iniciaram a formação em julho, com duração que pode se estender até julho de 2027.
Avanço na linha de transmissão e redução das emissões
A construção da linha de transmissão de 230 kV, que ligará a operação da MRN ao Sistema Interligado Nacional, alcançou 63% de progresso físico em agosto. Um dos trechos mais desafiadores, a travessia do rio Trombetas, já teve suas cinco torres concluídas.
Com 98 quilômetros de extensão e 232 torres, a linha deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2027. A mudança na matriz energética promete reduzir em 90% as emissões de gases de efeito estufa provenientes da geração de energia da mineradora.
Yanto Araújo, gerente-geral de Projetos da MRN, ressalta que os desafios técnicos, ambientais e ocupacionais foram superados, fortalecendo a confiança nas próximas etapas. As obras já geraram 1,1 mil empregos, sendo que 67% das vagas são ocupadas por trabalhadores do Pará.
Impactos econômicos e sociais no Pará
Segundo o relatório “Por Dentro da MRN”, no primeiro semestre de 2026, a mineradora produziu 5,5 milhões de toneladas de bauxita e investiu R$ 470,2 milhões. As compras locais somaram R$ 448,3 milhões, enquanto o recolhimento de impostos ultrapassou R$ 200,1 milhões.
A MRN emprega atualmente 7.711 trabalhadores, dos quais 85,61% são do Pará, reforçando seu compromisso com a geração de emprego regional.
Em ações socioambientais, a mineradora destinou R$ 12,9 milhões para projetos em educação, saúde, segurança, geração de renda e fortalecimento comunitário. Outros R$ 24 milhões foram aplicados em programas ambientais, incluindo o reflorestamento de 207,6 hectares e o plantio de mais de 280 mil mudas nativas.
