Cultura e identidade em foco na Festa do Livro em Belém
O histórico socialista Manuel Alegre esteve ao lado do Presidente da República, António José Seguro, na Festa do Livro em Belém, evento que defendeu como fundamental para a promoção da cultura em tempos difíceis. Alegre ressaltou que a cultura, e especialmente a poesia, é o alimento mais importante para um povo enfrentando crises.
“Um povo que esquece a sua cultura, esquece a sua identidade. Eu acho que não há alimento melhor para um povo ou para uma situação de crise que a cultura, e já agora, se me permitem, a poesia”, afirmou o poeta e presidente honorário do PS, demonstrando preocupação tanto com o cenário global quanto com o nacional.
Apresentação literária e continuidade da Festa do Livro
Com 90 anos, Manuel Alegre acompanhou sentado ao lado do chefe de Estado a apresentação do livro Cantos de Tristeza (Tristia), de Ovídio, traduzido por Carlos Ascenso André e escrito durante o exílio do poeta romano. A cerimônia ocorreu no Jardim da Cascata do Palácio de Belém, espaço que abriga a iniciativa cultural.
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Fonte: atividadenews.com.br
Ao final do evento, Alegre destacou a importância da Festa do Livro criada pelo ex-presidente Marcelo Rebelo de Sousa, cuja proposta de acesso gratuito à literatura permanece sob a gestão de António José Seguro e já alcança a 9.ª edição. “É uma ideia muito bonita que dignifica a nossa cultura e dignifica a Presidência da República”, ressaltou o ex-candidato presidencial.
Reflexões sobre o momento atual e a união europeia
Questionado sobre temas políticos do momento, o poeta evitou o debate direto, mas reforçou sua inquietação com o estado do mundo e do país. “Preocupam-me muito os tempos em que vivemos, aqui e no mundo”, disse, lembrando que Portugal não está isolado dos acontecimentos globais.
Indagado sobre a aparente loucura do mundo, Alegre respondeu com crítica aos agentes que promovem o caos: “O mundo não enlouqueceu, mas o mundo tem alguns loucos que fazem tudo para enlouquecer o mundo”. Para ele, a saída está na unidade: “Nós não nos safamos sozinhos, temos que nos safar em conjunto. E a Europa tem que se safar em conjunto, unida”.
