O Papel da Bioeconomia para o Futuro Sustentável da Amazônia
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) marcou presença na abertura do Curso Amazônia 2030: Bases para o Desenvolvimento Sustentável, realizada na última sexta-feira (6) no Parque de Bioeconomia, em Belém. O evento contou com a participação do secretário Raul Protázio Romão e da secretária-adjunta Camille Bemerguy, ambos comprometidos em debater as diretrizes necessárias para a consolidação de uma economia que seja ao mesmo tempo sustentável e inclusiva, alinhada às potencialidades da Amazônia.
Durante sua fala, o secretário Raul Protázio Romão enfatizou que o Pará está desenvolvendo uma política pública de bioeconomia fundamentada em planejamento estratégico, pesquisa e valorização dos saberes tradicionais. Ele destacou que o estado se tornou pioneiro ao elaborar o primeiro plano estadual de bioeconomia do Brasil, focando em cadeias produtivas e negócios que promovam a sustentabilidade, além do reconhecimento e valorização dos conhecimentos dos povos ancestrais.
“Vamos apresentar um panorama sobre como o Estado estruturou o plano de bioeconomia, um marco para o Brasil, que prioriza cadeias produtivas sustentáveis, pesquisa, desenvolvimento e inovação, assim como a valorização da sabedoria dos povos indígenas e tradicionais”, explicou o secretário.
Estruturas de Apoio à Bioeconomia
Raul Protázio Romão ainda ressaltou que essa estratégia se concretiza por meio de iniciativas como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia. Este espaço foi idealizado para fortalecer os negócios na área da sociobioeconomia, apoiar o processamento de produtos e fomentar a pesquisa de novos ativos, além de desenvolver soluções que aproveitem a biodiversidade amazônica. O parque foi entregue pelo governo do Pará, com o intuito de promover a interação entre ciência, tecnologia, inovação e saberes tradicionais, com a meta de transformar a biodiversidade em valor econômico e social.
“É essencial entender como essas iniciativas, como o Parque de Bioeconomia e Inovação, ajudam a fortalecer os negócios da bioeconomia, promovendo o processamento e a pesquisa de novos produtos que podemos desenvolver a partir da nossa rica biodiversidade. Estamos também focados em melhorar cadeias produtivas que são cruciais, como a da castanha do Pará, do açaí e do cacau”, acrescentou.
Desafios e Oportunidades para o Avanço da Bioeconomia
O secretário sublinhou que o crescimento da bioeconomia está atrelado a um esforço contínuo voltado ao apoio de cadeias produtivas estratégicas, buscando a redução de obstáculos e incentivando práticas de produção sustentável. Segundo ele, é fundamental manter um diálogo aberto com produtores e comunidades para melhorar a competitividade do Pará e abrir novas oportunidades de mercado, sempre preservando a inclusão social e a conservação ambiental.
“Essas cadeias produtivas envolvem milhares de agricultores em todo o Estado, e podemos impulsioná-las ao remover barreiras burocráticas e outros entraves. O Estado, através de um diálogo constante com os produtores, pode facilitar a expansão da exportação e a produção sustentável desses produtos no Pará”, afirmou.
Ao falar sobre os desafios enfrentados, Raul Protázio Romão destacou que ciência, pesquisa e inovação são elementos indispensáveis para que a bioeconomia na Amazônia consiga alcançar maior escala e competitividade. Ele observou que transformar a biodiversidade em produtos de maior valor agregado requer investimento público, capacitação técnica e fortalecimento das instituições de pesquisa, um processo que já está sendo promovido pelo governo do estado.
“A pesquisa, desenvolvimento e inovação são pilares fundamentais do plano de bioeconomia da Amazônia. Sem uma ciência de ponta, sem pesquisadores dedicados às cadeias produtivas e à transformação de nossa biodiversidade, não conseguiremos ampliar e aumentar a escala de nossos produtos”, concluiu.
