Os Pioneiros do DJing no Hip-Hop
No coração de São Paulo, o SESC promoveu uma mesa-redonda que trouxe à tona as histórias dos DJs que fizeram história na cultura Hip-Hop. Sob a mediação de Rose MC, grandes nomes da discotecagem de RAP no Brasil compartilharam suas vivências, revelando como cada um deles contribuiu para a evolução desse movimento cultural. A narrativa desses artistas, rica em experiências e memórias, demonstra a importância do DJing como uma forma de arte e expressão.
Entre os convidados, destaca-se DJ HUM, um artista renomado internacionalmente, que já levou seu estilo único a festivais na França, Inglaterra e Itália. Com sets que combinam Samba Jazz, Soul, Rare Grooves e Hip-Hop, Hum não é apenas um DJ, mas também um curador de exposições e jurado em competições de DJs, como o prestigiado Red Bull Thre3style. Recentemente, lançou o álbum ‘Alquimia’ (2021) e liderou o projeto ‘Jazzy Beats’ (2022/23), focando no Lo-fi e no Hip-Hop instrumental, reafirmando sua habilidade de fundir ritmos com maestria.
A Evolução do Hip-Hop com DJ Ninja
Outro ícone presente na discussão, Carlos Pereira Matos, mais conhecido como DJ Ninja, deu início à sua carreira no Hip-Hop em 1984, tornando-se um dos fundadores do POINT SÃO BENTO. Sua trajetória é marcada por colaborações com a equipe de baile CIRCUIT POWER e com o grupo MC JACK & DJ NINJA na coletânea ‘Hip-Hop Cultura de Rua’. Em 1998, Ninja inovou ao lançar a primeira festa voltada para dança de rua, a B.BOYS BATTLE PARTY, e também produziu mixtapes com diversos DJs, consolidando-se como uma figura central na cena Hip-Hop, tanto no Brasil quanto mundialmente.
DJ Quettry: Representatividade Feminina no Hip-Hop
Não podemos falar de Hip-Hop sem mencionar DJ Quettry, uma das primeiras mulheres a se destacar nesse meio. Desde os anos 1980, Quettry tem sido essencial para a consolidação do movimento, que dialoga com o rap, o break e a cultura de rua. Sua trajetória é marcada por colaborações com grandes nomes do rap nacional, como a rapper Sharylaine, e projetos que visam resgatar e valorizar a cultura Hip-Hop, incluindo a exposição ‘HIP HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break’, realizada pelo SESC São Paulo. Além de sua atuação como DJ, ela é educadora musical e sócia da Art Music Escola de Música e Produção Musical, dedicando-se a formar novas gerações e a promover a cultura urbana.
O Impacto Cultural dos DJs no Hip-Hop
Esses DJs não são apenas artistas; eles são verdadeiros agentes de transformação cultural. Cada um, com seu estilo único e história pessoal, contribuiu para o cenário vibrante da música Hip-Hop, que se expandiu de São Paulo para o mundo. A mesa, além de celebrar o passado, também lançou um olhar para o futuro, discutindo como a nova geração de DJs pode continuar a inovar e a enriquecer essa cultura tão rica e diversificada.
O evento no SESC São Paulo destacou a importância do diálogo e da troca de experiências entre artistas veteranos e novos talentos, reafirmando que a cultura Hip-Hop é um organismo vivo, em constante evolução. É fundamental que os amantes dessa cultura e a sociedade em geral reconheçam e valorizem esses profissionais, que, através de suas batidas e performances, contam as histórias da cidade e de seu povo.
