Debates sobre energia e desenvolvimento econômico na Amazônia
O primeiro dia do “Amazon Energy 2026”, realizado em Belém na terça-feira (30), trouxe à tona discussões sobre a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, transição energética, biocombustíveis e fortalecimento de novas cadeias produtivas. O evento segue até quarta-feira (1º) na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e reúne especialistas, empresários, autoridades públicas e representantes do setor industrial para debater estratégias ligadas ao vasto potencial energético da Amazônia, sempre com foco no desenvolvimento econômico sustentável.
Potencial do Pará na geração de energia limpa
Alex Carvalho, presidente da Fiepa, destacou que o foco dos debates está no fortalecimento de novas cadeias produtivas e na necessidade de equilibrar crescimento econômico com responsabilidade socioambiental, além de garantir uma transição energética justa. Segundo Carvalho, o evento é uma oportunidade para os paraenses conhecerem melhor o potencial do estado na geração de energia, ressaltando as fontes hídricas e os biocombustíveis, que vêm ganhando espaço como realidade concreta no mercado.
Carvalho também enfatizou a importância da exploração da Margem Equatorial, que pode impulsionar uma nova agenda de desenvolvimento econômico, fortalecendo cadeias produtivas a partir da riqueza gerada pelo petróleo e gás. “Precisamos acelerar a confirmação da existência de petróleo na costa paraense e transformar isso em realidade o mais rápido possível, não só por uma necessidade do Estado, mas do Brasil”, afirmou.
Responsabilidade socioambiental e geração de empregos
O presidente da Fiepa ressaltou que a exploração deve ser conduzida com responsabilidade socioambiental para funcionar como um motor que fortaleça novas cadeias produtivas, gere empregos e qualifique a mão de obra local. “Queremos que a agenda de óleo e gás seja impulsionada com rapidez, garantindo que os benefícios cheguem à população”, disse Carvalho.
Leia também: A Saúde como Símbolo de Status na Sociedade Atual
Fonte: soudesaoluis.com.br
Leia também: Inovador projeto do Amapá transforma caroço de açaí em gás de cozinha
Fonte: amapainforma.com.br
Durante o primeiro dia, os participantes discutiram cenários e potencialidades, além das competências locais para absorver os projetos. Carvalho destacou o papel do Sistema Fiepa, que oferece ferramentas desde a qualificação profissional até a integração entre comércios e empreendedores locais para atender às demandas dos grandes projetos energéticos.
Compromisso do setor produtivo e desafios futuros
O segundo dia do evento promete avanços práticos, com a assinatura de uma carta-compromisso que posiciona o setor produtivo como agente indutor não só da Margem Equatorial, mas também da otimização das fontes de energia disponíveis no Pará. O compromisso reforça o compromisso com a responsabilidade socioambiental.
Carvalho lembrou que, a partir de 2032, o Brasil deixará de ser autossuficiente na produção de petróleo, o que torna estratégica a exploração imediata da Margem Equatorial. “Postergar essa exploração não é uma opção estratégica”, afirmou.
Programação e foco em tecnologias e segurança
O evento conta com um congresso técnico composto por 18 painéis que abordam temas estratégicos do setor energético, além de uma exposição de empresas do ramo e a Arena SESI/SENAI, que trata de saúde e segurança no trabalho. Os debates destacam soluções, tecnologias, produtos e serviços voltados para a cadeia energética.
Energia renovável e mercado em expansão
Além do petróleo, as energias renováveis são destaque nas discussões. Daniel Pansarella, presidente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), explicou que a energia solar já representa mais de 40% da capacidade instalada da matriz elétrica nacional e possui grande potencial de expansão na Amazônia e no Pará.
Segundo Pansarella, a resolução 482 da Agência Nacional de Energia, de 2012, que permitiu a instalação de energia solar em residências e indústrias, foi um marco para o setor. Ele destacou ainda o leilão de capacidade do governo, que integrou a energia solar ao setor elétrico brasileiro e ampliou o uso das fontes renováveis.
O especialista participará de um painel sobre fontes limpas nesta quarta-feira (1º), onde pretende compartilhar informações e debater os avanços da energia solar no Brasil nos últimos 12 anos. “Hoje, a energia solar é a segunda fonte mais importante da matriz energética brasileira”, ressaltou.
