Arte Pará 2026 promove acesso à arte e ao conhecimento
O Arte Pará chega à sua 42ª edição com uma proposta que vai além da simples exposição: abrir espaço para a descoberta do fazer artístico em suas mais diversas formas. Marcado para iniciar em 5 de novembro, o evento, organizado pelo Grupo Liberal, reunirá obras de 25 artistas com o objetivo de aproximar o público do processo criativo. Além das exposições, o projeto inclui uma programação educativa voltada para enriquecer a experiência dos visitantes, tornando o contato com a arte mais significativo e acessível.
Homenagem a Carmen Sousa e cenário cultural em Belém
O Museu do Estado do Pará (MEP) será o palco para a realização do Arte Pará 2026, que homenageia a artista pioneira da região amazônica, Carmen Sousa. A mostra, realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), recebe patrocínio da Phebo, Vale e Equatorial Energia, além de contar com a curadoria da artista visual Keyla Sobral. Desde 1982, quando o casal Romulo e Déa Maiorana fundou o evento, o Arte Pará tem se consolidado como um espaço fundamental para a projeção da arte produzida no Pará e na Amazônia.
Projeto educativo com coordenação de Emanuel Franco
O projeto educativo do Arte Pará 2026 será coordenado por Emanuel Franco, artista visual e professor cuja trajetória está entrelaçada à do próprio evento. Depois de conduzir essa ação em 2024, ele retorna para ampliar a conexão entre o público e as obras expostas. Mediadores capacitados estarão presentes durante a visitação para estimular o diálogo e a reflexão sobre as peças, enquanto rodas de conversa e outras atividades complementares prometem enriquecer a programação cultural.
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Artistas convidados e suas narrativas pessoais
Entre os artistas que participam pela primeira vez, destaca-se Luciana Lemos, natural de Castanhal. Aos 44 anos, ela traz para o Arte Pará uma pesquisa que dialoga com memória, saberes ancestrais e a cultura amazônica, explorando temas como o uso de plantas regionais e a relação dos povos com as águas. Suas obras transitam entre pintura, desenho, vídeo e costura, inspiradas nas narrativas orais e paisagens afetivas que permeiam sua trajetória desde 2001, quando ingressou no curso de Educação Artística da UFPA.
Outro destaque é o artista visual Bento, de 28 anos, que nasceu em São Paulo, mas construiu sua carreira em Belém. Com sete anos de atuação nas artes, Bento investiga a arte e a cultura como elementos centrais na formação humana. Seu trabalho, focado na xilogravura, aborda questões sociais e ambientais, refletindo sobre o impacto da ação humana na natureza e a influência da cultura amazônica. A experiência adquirida em espaços culturais locais como Curro Velho e a Casa da Linguagem alimenta sua produção, que busca provocar e expandir a percepção do público sobre a realidade.
Arte Pará e sua relevância para a cena cultural regional
O Arte Pará 2026 segue cumprindo seu papel histórico de fomentar a arte na região, ao mesmo tempo em que reforça o diálogo entre artistas, público e memória cultural. A mostra torna-se um espaço de aprendizado e reflexão, promovendo a circulação artística no Pará e na Amazônia. Com foco na valorização do fazer artístico e na conexão com o público, o evento reafirma sua importância no calendário cultural de Belém, convidando todos a vivenciar as múltiplas expressões da arte local.
