Uma Celebração do Jazz na Amazônia
Imagine um filme que inicia em New Orleans, nos Estados Unidos, entre o final do século XIX e início do século XX. Nesse cenário, músicos negros encantam o público com uma forma de arte inovadora, repleta de improvisação e que narra a jornada de vidas marcadas por desafios, mas que encontram na música uma forma de resistência e superação. Agora, a cena se desponta em Belém do Pará, localizada na Amazônia, em 30 de abril de 2026, onde o Theatro da Paz receberá a apresentação da Amazônia Jazz Band (AJB) e o Núcleo de Conexões Na Figueiredo abrigará o Grupo Gema. Assim, a capital paraense prestará tributo a esse gênero musical que atravessa fronteiras e eras, revelando histórias sonoras poderosas.
As raízes do jazz remontam à época da escravidão nos Estados Unidos, evoluindo para uma linguagem musical que dialoga com culturas de diversos países, incluindo o Brasil. Este universo musical inclui ícones como Louis Armstrong, Billie Holiday, Ella Fitzgerald e John Coltrane, além de talentos brasileiros como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e Toninho Horta. Em Belém, as apresentações da AJB e do Grupo Gema destacam a riqueza do jazz local.
A Amazônia Jazz Band em Ação
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Em sua apresentação, a Amazônia Jazz Band transformará o Theatro da Paz em um verdadeiro templo do jazz. Sob a direção do maestro Eduardo Lima, a AJB vai executar um repertório repleto de clássicos do gênero, homenageando grandes nomes como Sammy Nestico e Thelonious Monk. O maestro ressalta que o público pode esperar uma noite vibrante, com sucessos como “Straight Chaser” e “Moonlight Serenade”, prometendo uma performance repleta de energia, improvisação e surpresas inesquecíveis.
Toninho Gonçalves, saxofonista da AJB, destaca a singularidade do grupo, que busca incorporar as raízes amazônicas à tradição do jazz. Ele enfatiza que, embora a banda reverencie o jazz tradicional, também se permite explorar novas sonoridades, incluindo o carimbó, uma expressão cultural típica da região. “O jazz oferece uma liberdade criativa que nos permite misturar diversas influências e criar algo único”, afirma Toninho.
O Grupo Gema e sua Trajetória Musical
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Além da AJB, o público de Belém poderá prestigiar o Grupo Gema, que retorna à cena após um período de inatividade. Formado no final da década de 1970, o Gema é conhecido por sua contribuição à música instrumental, tendo acompanhado o cantor Walter Bandeira em seus shows. Os integrantes, como o guitarrista Bob Freitas, irão celebrar o Dia Internacional do Jazz, utilizando a data como um marco para iniciar as comemorações de seus 45 anos de história em 2026.
Bob Freitas ressalta a oportunidade de se expressar livremente através do jazz, afirmando que tocar é um processo que envolve prazer e desafio. A banda, que abraça a tradição do jazz, traz uma abordagem que mistura elementos da música popular brasileira, incluindo gêneros como a Bossa Nova, que influenciaram a cena musical nacional. “O jazz brasileiro se destaca pela sua riqueza harmônica e pela interação entre músicos, criando experiências memoráveis”, comenta Bob.
Ingressos e Informações
Os ingressos para os shows da Amazônia Jazz Band e do Grupo Gema custam apenas R$ 2 e estarão disponíveis a partir das 9h do dia 30 de abril, tanto na bilheteria do Theatro da Paz quanto através do site Ticket Fácil, com um limite de duas unidades por pessoa.
As apresentações não são apenas uma celebração do jazz, mas uma oportunidade de vivenciar a cultura musical vibrante da Amazônia. O público está convidado a se reunir e apreciar a música que transcende barreiras, unindo pessoas através da arte.
