Belém receberá data center de inteligência artificial com energia renovável
Belém vai sediar o primeiro data center neutro dedicado à inteligência artificial (IA) na Região Amazônica, com previsão de entrar em operação no segundo trimestre de 2027. O projeto, anunciado em 29 de abril, será alimentado exclusivamente por energia renovável, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento tecnológico da região.
Parceria estratégica para infraestrutura digital robusta
A Elea Data Centers lidera a operação do empreendimento, em colaboração com a AXIA Energia, responsável pelo fornecimento energético. A estrutura inicial terá capacidade de 7,5 megawatts (MW), já assegurada por demanda de clientes âncora, com possibilidade de expansão para até 100 MW em fases futuras, atendendo à crescente necessidade de processamento de dados na região.
Localizado próximo à subestação de alta tensão Miramar, em Belém, o data center terá fornecimento confiável e condições facilitadas para ampliações. A energia será adquirida por meio de um Contrato de Compra de Energia (Power Purchase Agreement – PPA), garantindo o uso de fontes renováveis e reforçando a sustentabilidade do projeto.
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Fonte: amapainforma.com.br
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Fonte: ctbanews.com.br
Impacto econômico e tecnológico para a Região Norte
A escolha de Belém faz parte da estratégia da Elea Data Centers para expandir a infraestrutura digital em áreas estratégicas do país, impulsionada pela confirmação da capital paraense como sede da COP 30, conferência climática da ONU em 2025. O projeto visa fortalecer a infraestrutura tecnológica da Região Norte e ampliar as opções de conectividade no Brasil.
A AXIA Energia terá papel fundamental em assegurar a continuidade do fornecimento e estudar soluções para a expansão do data center. A localização também oferece vantagem estratégica, já que Belém integra a rede de infovias do programa Norte Conectado e tem se destacado pela ampliação de rotas de fibra óptica ligadas a sistemas internacionais, incluindo cabos submarinos que conectam a América Latina à Europa.
Essa infraestrutura deve diversificar as rotas de transmissão de dados no país, diminuir a dependência de outros centros de conectividade e fomentar o crescimento da economia digital na Amazônia, com potencial para gerar empregos e ampliar oportunidades de negócios na região.
