Posse marca avanço na participação cultural em Belém
A diversidade cultural de Belém se reflete nas vozes que dão forma à identidade da cidade. Entre carimbó, aparelhagens, teatro e outras manifestações populares, cada expressão cultural contribui para o cenário local. Para garantir que essa pluralidade esteja presente na gestão cultural, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realizou a cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Política Cultural de Belém(CMPC), na Sala Vicente Salles, no bairro de Nazaré. O encontro reuniu representantes do poder público, fóruns distritais e da sociedade civil.
Conselho amplia diálogo entre sociedade e poder público
O CMPC funciona como um espaço de diálogo vital entre a sociedade civil e o governo municipal. Os conselheiros assumem o papel de representar diferentes setores culturais, apresentando demandas, sugerindo melhorias e acompanhando as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento cultural do município. Essa atuação permite que artistas, produtores e trabalhadores culturais participem das discussões sobre ações e investimentos direcionados à cultura.
Na prática, cada conselheiro traz as necessidades específicas do segmento que representa. Por exemplo, um representante da música pode propor iniciativas para valorizar os profissionais dessa área, enquanto um integrante das manifestações populares contribui para preservar tradições culturais. O Conselho exerce funções consultivas, deliberativas e de controle social, influenciando a definição de prioridades, o acompanhamento das ações e a fiscalização das políticas culturais. O objetivo central é assegurar que as decisões considerem as diferentes realidades de quem produz e mantém viva a cultura de Belém(CMPC).
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Representatividade diversa e abrangente
Segundo o secretário municipal de Cultura, Michell Durans, a posse simboliza um avanço significativo na participação popular e na construção de políticas públicas alinhadas às necessidades dos agentes culturais. A nova composição do Conselho conta com 22 representantes de órgãos públicos, oito dos Fóruns Distritais e 27 da sociedade civil, abrangendo 27 segmentos culturais. Além disso, o CMPC poderá incluir integrantes convidados para contribuir nas discussões, ainda que sem direito a voto.
As áreas representadas incluem artes visuais, audiovisual, literatura, música, teatro, dança, circo, museus, design, moda, arquitetura, urbanismo, artesanato, arte digital e patrimônio cultural material e imaterial. Entre as expressões culturais contempladas estão o carimbó e a capoeira, assim como culturas alimentares, indígenas, afro-brasileiras, quilombolas, ribeirinhas e de povos tradicionais.
Manifestações populares como bois, pássaros e grupos parafolclóricos dividem espaço com expressões urbanas como hip-hop, reggae e coletivos de aparelhagens. O Conselho também representa o carnaval, quadrilhas juninas, pontos de cultura e trabalhadores do setor cultural. Essa diversidade assegura que as particularidades de bairros, distritos e comunidades sejam consideradas no planejamento das políticas culturais.
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Mandato até 2028 e desafios futuros
Uma das novas conselheiras, Carla Gouveia, representa a cultura contemporânea e os coletivos de aparelhagens. Para ela, a inclusão dessas categorias no CMPC amplia o reconhecimento e a valorização das manifestações culturais que movimentam as periferias de Belém(CMPC). O processo de escolha dos membros começou em setembro de 2025, conforme o Edital nº 006/2025. Com a posse realizada em 15 de junho, os conselheiros iniciam o mandato para o biênio 2026-2028.
Entre os desafios à frente está transformar as demandas dos diversos segmentos em propostas concretas que contribuam para o planejamento e a execução das ações culturais do município. A participação ampliada no Conselho fortalece o compromisso da cidade em valorizar e preservar a riqueza cultural que pulsa em cada canto de Belém(CMPC).
