Inauguração do Cine Alexandrino Moreira
A Fundação Cultural do Pará (FCP) dá um passo significativo em direção à valorização da arte cinematográfica com a inauguração do Cine Alexandrino Moreira, marcada para a próxima segunda-feira (27), às 19h. O evento, que será restrito a convidados, contará com a exibição do curta-metragem “Cabana”, dirigido pela cineasta Adriana de Faria, e será realizado na Casa das Artes, em Belém.
A partir de quarta-feira (29), o novo cinema abrirá suas portas ao público, integrando-se como uma das sedes oficiais do Festival Pan-Amazônico de Cinema. Este festival é um importante fórum que promove debates e a circulação de produções cinematográficas de nove países que fazem parte da Pan-Amazônia, oferecendo uma plataforma rica para a troca cultural e artística. Para mais informações, os interessados podem acessar o site oficial do evento.
Estrutura Modernizada e Acessível
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O Cine Alexandrino Moreira passou por uma reforma completa, transformando o antigo auditório em um espaço moderno e acessível, graças aos recursos provenientes da Lei Paulo Gustavo. Com capacidade para 70 pessoas, a nova sala possui uma infraestrutura que respeita os padrões contemporâneos de acessibilidade e tecnologia.
Entre as inovações, destaca-se o ambiente climatizado, com isolamento acústico e um sistema de exibição em DCP (Digital Cinema Package), que oferece uma qualidade de imagem de 2k e som em Dolby Surround. Além disso, foram realizados investimentos na renovação da bilheteria e na construção de banheiros acessíveis, proporcionando uma experiência completa para todos os espectadores.
Um Polo Estratégico para a Cultura Paraense
Segundo Lana Machado, diretora da Casa das Artes, a entrega deste cinema e da nova biblioteca representa um marco na qualificação artística do estado. “O Cine Alexandrino Moreira e a Biblioteca Vicente Salles se integram às nossas iniciativas para promover a arte cinematográfica e o desenvolvimento da pesquisa acadêmica. Com a modernização do espaço, a Casa reafirma seu compromisso com a difusão da linguagem audiovisual e com o fortalecimento do cineclubismo, além de formar plateias críticas e engajadas”, destacou.
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Fonte: amapainforma.com.br
Ygor Kahwage, presidente da FCP, complementou que a inauguração simboliza um avanço nas políticas de difusão audiovisual do Pará. “Reafirmamos nosso compromisso com a modernização dos equipamentos públicos e com a democratização do acesso ao cinema de qualidade. Esta entrega significa à população um espaço equipado com tecnologia de ponta, pronto para integrar o Circuito FCP de Cinema e fortalecer a cadeia produtiva audiovisual na Amazônia”, declarou.
Integração e Expansão da Rede Cinematográfica
O Cine Alexandrino Moreira é uma adição ao Circuito FCP de Cinema, que já inclui o Cine Líbero Luxardo, localizado na sede da FCP. O projeto de expansão não para por aí, e a próxima etapa envolve a inauguração do Cineauditório Pedro Veriano, na Casa da Linguagem. Essas novas salas trabalharão em conjunto, com uma programação voltada para o cinema nacional, produzções independentes e filmes estrangeiros que não são exibidos nos circuitos comerciais.
Reabertura da Biblioteca Vicente Salles
A entrega do Cine Alexandrino Moreira coincide com a reabertura da Biblioteca Vicente Salles, um espaço especializado em artes que também faz parte do Sistema de Bibliotecas da FCP, localizado na Casa das Artes. Ambos os espaços prestam homenagem a figuras emblemáticas da cultura paraense. Alexandrino Moreira foi um agente cultural e empresário que dedicou sua vida à valorização do cinema de arte no estado. Por outro lado, Vicente Salles é reconhecido como um historiador e folclorista cujas contribuições são essenciais para o acervo da biblioteca.
Essas iniciativas reforçam a importância da Fundação Cultural do Pará (FCP) como o principal responsável pela execução das políticas públicas de cultura do estado. Ao investir na modernização das salas de exibição e na oferta de bibliotecas de pesquisa, a FCP se compromete a garantir a infraestrutura necessária para o fomento da arte cinematográfica e para o aprimoramento da produção cultural na região amazônica.
