Protestos por Melhorias no Hospital Barros Barreto
Um grupo de residentes de diversas áreas da saúde se reuniu em Belém para protestar contra as condições de trabalho no Hospital Barros Barreto. Os manifestantes denunciaram a precarização dos serviços, a sobrecarga de atividades e a falta de infraestrutura adequada na unidade hospitalar. Durante a manifestação, uma das entradas do hospital foi temporariamente interditada, chamando a atenção para os problemas enfrentados tanto por profissionais quanto por pacientes.
De acordo com os residentes, a situação atual tem gerado impactos significativos no atendimento à população e no processo de formação profissional. “Estamos enfrentando uma sobrecarga de trabalho”, disse uma das participantes. Ela ainda ressaltou a falta de retorno das autoridades às reivindicações apresentadas pelos residentes.
Os residentes informaram que já enviaram pelo menos três cartas-manifesto à direção do hospital, porém, até o momento, não receberam um posicionamento considerado satisfatório. Imagens capturadas pelos próprios manifestantes revelam a superlotação nos espaços destinados ao descanso dos profissionais, evidenciando a gravidade da situação.
Além disso, surgiram relatos sobre a péssima qualidade da alimentação oferecida. Monique Magno, enfermeira residente, relatou ter encontrado cabelo em uma refeição servida no hospital e mencionou a presença de pombos nas instalações. Ela enfatizou que essas condições impactam diretamente o dia a dia de quem trabalha na unidade. “A gente se prepara para trabalhar e se depara com esse tipo de situação”, lamentou.
Durante o ato, os residentes decidiram interromper temporariamente suas atividades como uma forma de pressionar por melhorias nas condições de trabalho e na estrutura do hospital. O protesto busca chamar a atenção das autoridades para a situação crítica enfrentada no local.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que administra o hospital, se manifestou em nota, afirmando que as demandas apresentadas pelos residentes estão em fase de avaliação. O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará também declarou que algumas das soluções já estão em andamento e que uma reunião está agendada com os residentes para esta terça-feira (31) para discutir as reivindicações e possíveis soluções.
