Queda dos indecisos e consolidação da vantagem presidencial
O levantamento espontâneo do datafolha para presidente, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, registrou uma redução no percentual de eleitores indecisos, que caiu de 21% para 18% em uma semana. Essa diminuição refletiu uma migração equilibrada tanto para o presidente Lula quanto para o candidato Flávio Bolsonaro, mantendo a distância entre eles em 9 pontos percentuais, vantagem que permanece favorável a Lula.
Impactos da proibição das apostas esportivas e posicionamento do governo
Com a recente proibição das apostas esportivas, a tendência é que essa diferença entre os candidatos aumente, mas a confirmação desse cenário deverá surgir apenas no meio da semana, próximas ao primeiro turno. O governo Lula atuou em duas frentes nesse tema: proibiu uma prática considerada prejudicial e esclareceu a responsabilidade pela aprovação das apostas no país. Apesar disso, a cobertura da imprensa tem tratado o assunto com falsa simetria entre Lula e Bolsonaro. Um exemplo disso foi a análise de Mariliz Pereira Jorge, que atribuiu a Lula a falta de maioria no Congresso para regulamentar as apostas de maneira adequada e minimizou a omissão do atual presidente. Enquanto isso, o governo tem buscado políticas que envolvem também a saúde pública, ao passo que aliados do ex-presidente preso defendem benefícios que podem elevar o endividamento da população.
Pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo indica crescimento de Haddad entre indecisos
Na esfera estadual, a pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo revela um movimento semelhante. Dos 41% de indecisos registrados na semana anterior, houve uma queda para 35%, uma redução significativa e fora da margem de erro, o que representa mais de um terço dos eleitores. Desses 6% que deixaram a indecisão, 4% migraram para Fernando Haddad, enquanto apenas 1% passou a apoiar Tarcísio de Freitas. Considerando que os demais candidatos não devem influenciar expressivamente o resultado do primeiro turno, a divisão dos votos segue a proporção de 80% para Haddad e 20% para Tarcísio.
Embora a margem de erro do levantamento impeça previsões precisas, a tendência identificada aponta para um aumento no número de eleitores favoráveis ao PT em São Paulo, estado decisivo para o resultado final do pleito. Essa hipótese ganha força com a proximidade do primeiro turno, ocorrido a menos de dez dias da data da pesquisa.
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