O Fenômeno do Futebol Paraense
Edil Highlander, conhecido primeiramente como Edil Carrasco no Paysandu e Edil Braddock no Remo, é uma das figuras mais icônicas do futebol paraense. Atingindo a marca de mais de 1.000 gols em sua carreira, ele é um dos apenas quatro jogadores no Brasil a alcançar esse feito, ao lado de lendas como Pelé, Romário e Túlio Maravilha.
Para Edil, a divisão do coração é um reflexo de sua trajetória no futebol. Ele considera o Paysandu, o Remo e o Vasco como seus grandes amores, destacando a importância de cada um em sua vida e carreira. “Comecei no Paysandu, tenho um amor enorme pelo Remo e, claro, o Vasco é um carinho especial”, afirma. “A minha esposa, Patra, é meu amor maior, mas o futebol e meus clubes são partes essenciais da minha vida”, acrescenta o ex-atacante.
Na véspera de um importante jogo entre Paysandu e Vasco, Edil abriu as portas de sua casa em Belém, onde pôde compartilhar suas lembranças e troféus que contam a história de sua brilhante carreira. “Cada um desses troféus tem um significado especial para mim, não só como jogador, mas como alguém que viveu intensamente cada partida”, comenta Edil, cercado por prêmios e recordações.
A Evolução dos Apelidos
Os apelidos de Edil não surgiram à toa. Durante sua passagem pelo Paysandu, ele ganhou o nome de Carrasco por marcar vários gols em clássicos contra o Remo. “Eu estreiei em um clássico e a torcida me chamou de Carrasco por causa dos gols que fiz”, explica. Sua fama continuou a crescer e, ao se transferir para o Remo, um repórter começou a chamá-lo de Braddock, inspirado em Chuck Norris, devido às suas comemorações. “Era uma brincadeira, eu comemorei um jogo fazendo como se estivesse usando uma arma imaginária”, relembra. Finalmente, o apelido de Highlander surgiu em sua passagem pelo Cascavel Esporte Clube, onde, após uma boa atuação, ele comemorou como se estivesse cortando as cabeças dos rivais com uma espada.
Edil mantém um forte vínculo com seus apelidos, que hoje fazem parte de uma marca de roupas que ele criou. “As pessoas me conhecem como Highlander, e isso é uma honra para mim. Essa marca representa não só minha carreira, mas também meu espírito de luta”, diz.
Trajetória no Vasco e Recordes
No Vasco, Edil chegou em 1991, após ser observado pelo técnico Antônio Lopes em um jogo da Copa do Brasil. “Ele gostou do meu estilo e logo me chamou para integrar o time”, relata. Apesar de não ter marcado muitos gols pelo clube carioca, Edil fez parte de um elenco recheado de craques, como Bebeto e França, e se orgulha de ter jogado em um dos maiores times do Brasil.
“A pressão é muito maior em um clube grande, mas eu sempre busquei dar o meu melhor. O Bebeto era uma referência, jogar ao lado dele foi uma experiência incrível”, afirma. A relação de amizade e respeito entre os jogadores ajudou Edil a se adaptar ao novo ambiente, mesmo com as dificuldades.
Em sua carreira, o ex-atacante acumulou milhares de gols, destacando-se principalmente no futebol paraense. O gol mil, por exemplo, foi marcado em um jogo festivo entre ex-jogadores do clássico Re-Pa, onde Edil teve a honra de jogar por ambos os clubes. “Essa bola é a minha relíquia, não tem preço. O valor dela está no meu coração”, compartilha Edil.
Um Olhar para o Futuro
Com sua trajetória marcada por paixão e superação, Edil Highlander se mostra contente com tudo que conquistou. Ele não esconde seu carinho pelos clubes que defendeu e se diz ansioso pelo futuro. “Independentemente do resultado do jogo entre Paysandu e Vasco, espero que ambos sigam em frente”, brinca, mantendo seu bom humor e paixão pelo esporte.
