Iniciativas do Parque Estadual do Utinga
O Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna tem se afirmado como um dos principais centros de educação ambiental na Região Metropolitana de Belém. Em 2025, essa unidade de conservação acolheu aproximadamente 1,2 mil alunos de 35 escolas das redes pública e de programas socioeducativos. As visitas, realizadas com a orientação de técnicos, guias qualificados e voluntários do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), firmam o papel do parque como uma sala de aula ao ar livre, promovendo a conexão de crianças e jovens com a rica biodiversidade da Amazônia.
As atividades educativas abrangem tanto escolas que participam de visitas organizadas quanto instituições que procuram o Parque de maneira autônoma. Independentemente do formato, a proposta central permanece clara: proporcionar experiências que incentivem o conhecimento, a noção de pertencimento e a responsabilidade ambiental, através do contato direto com a natureza e das práticas de conservação realizadas na área.
Experiências Transformadoras no Parque
Um dos destaques do último ano foi a visita de 45 alunos e 10 professores da Escola Municipal Santo Amaro, localizada em Marituba, na Grande Belém. Os estudantes participaram de uma programação especial no Parque Estadual do Utinga e no Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas, onde puderam entender de perto o trabalho de preservação dessa espécie emblemática da fauna amazônica, além de conhecer os desafios para a proteção da biodiversidade.
Outro grupo, formado por jovens do Programa de Aprendizagem da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), também teve a oportunidade de visitar o Parque, alinhando a atividade a um processo de formação cidadã e socioambiental. Essa iniciativa reafirma a importância do Parque Estadual do Utinga como um espaço inclusivo, capaz de dialogar com diferentes públicos e contextos sociais, utilizando a educação ambiental como vetor de transformação.
Educação Ambiental como Ferramenta de Transformação
Durante as visitas, estudantes da Escola Estadual Visconde de Souza Franco também puderam explorar trilhas interpretativas, receber informações sobre os ecossistemas locais e entender a relevância do parque para a segurança hídrica e o equilíbrio ambiental da capital paraense. Para a coordenadora do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação (Semed), professora Iramar Alves, as experiências que os alunos vivenciam no Parque têm um impacto direto e positivo em sua formação.
“Essas experiências foram extremamente enriquecedoras para nossos alunos, permitindo que aprendessem na prática sobre a importância da conservação da fauna e flora amazônicas. Conhecer o Parque Estadual do Utinga e entender o trabalho do Projeto Ararajubas despertou neles um sentimento de pertencimento e de responsabilidade em relação ao meio ambiente. É essencial que a educação ambiental esteja presente nas vivências escolares, para que nossas crianças e jovens se tornem cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação da natureza”, destacou a professora.
Visitantes e Multiplicadores de Conhecimento
A analista ambiental do Ideflor-Bio, Deiliany Oliveira, ressalta que as visitas escolares têm um caráter muito além do recreativo. “Essas visitas são fundamentais para aproximar crianças e jovens da nossa unidade de conservação. Quando eles têm a chance de vivenciar o Parque, compreendendo sua biodiversidade, história e importância ecológica, desenvolvem uma relação mais responsável com o meio ambiente”, afirmou.
Deiliany também enfatiza o efeito multiplicador das atividades. “O mais importante é que esses alunos se tornam multiplicadores do conhecimento. Eles levam para casa, para suas famílias e comunidades, o que aprenderam, ajudando a fortalecer a cultura de preservação ambiental”, completou, ressaltando o impacto social das atividades ao longo do ano.
Resultados Positivos e Iniciativas de Voluntariado
Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, afirma que o balanço das atividades é positivo e atribui esse resultado ao trabalho integrado. “O Parque Estadual do Utinga desempenha um papel estratégico na educação ambiental da nossa região. Receber mais de mil estudantes em um único ano demonstra que estamos no caminho certo, fortalecendo parcerias com escolas, professores e instituições. Nosso objetivo é garantir que cada visita seja uma experiência transformadora que desperte o cuidado com o meio ambiente e a compreensão sobre o papel das unidades de conservação na qualidade de vida da população”, declarou.
Um dos pilares que ampliaram e qualificaram o atendimento aos estudantes foi o Programa de Voluntariado do Parque Estadual do Utinga, lançado em 2025 pelo Ideflor-Bio. Esta iniciativa promoveu a recepção dos primeiros voluntários, com foco em educação ambiental e uso público, integrando estudantes e profissionais das áreas de biologia, pedagogia, turismo e ciências naturais ao atendimento dos visitantes, especialmente alunos da rede pública. De acordo com a voluntária Sophia Borges, essa experiência representa um compromisso com o futuro. “Ser voluntária no Parque Estadual do Utinga é mais do que uma experiência; é um compromisso com a natureza e com as futuras gerações. A educação ambiental é uma ferramenta poderosa para despertar nas pessoas o cuidado e o respeito pela biodiversidade amazônica”, ressaltou.
