Amiga é presa por emboscada que resultou na morte de jovem na Grande Belém
A Polícia prendeu, neste sábado (18), em Belém, Eduarda Cruz dos Santos, conhecida como “Duda”, devido à sua suposta participação no assassinato de Mayza Carolaine Leal de Souza. A jovem estava desaparecida desde a segunda-feira (13), e seu corpo foi encontrado na quinta-feira (16).
De acordo com informações da polícia, Eduarda, que era amiga da vítima, teria arquitetado uma emboscada, popularmente conhecida como “casinha”, para atrair Mayza até o local onde, tragicamente, ela foi assassinada por membros de uma facção criminosa.
Após receber uma denúncia, as autoridades montaram uma operação para capturar a suspeita. Com a ajuda de imagens de câmeras de segurança, as equipes conseguiram localizar a acusada na travessa Alferes Costa, nas proximidades de um conjunto de kitnets.
A amiga da vítima estava foragida desde o crime. Uma vez presa, foi encaminhada à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), onde os procedimentos legais foram realizados.
O corpo de Mayza foi encontrado em uma área de mata densa e de difícil acesso, a cerca de 400 metros da estrada. Informações preliminares da polícia científica indicam que a jovem foi morta com vários disparos de arma de fogo.
Além de Eduarda, o namorado da vítima também foi apreendido em Bragança, no nordeste do Pará, sendo apontado como principal suspeito na investigação.
A Polícia Civil classifica o caso como feminicídio, e há indícios de que Mayza pode ter sido torturada por integrantes da facção criminosa a qual seu namorado está ligado. A motivação do crime, segundo a Polícia Militar, teria sido ciúmes, após o suspeito encontrar mensagens no celular da vítima e perceber que ela tinha contatos com policiais. Isso levanta a hipótese de que ela tenha sido alvo de tortura por parte de membros da facção.
Davi Joaquim Barbosa dos Reis, o namorado, foi transferido da delegacia de Bragança para Belém na noite da quinta-feira (16). Até a última atualização desta reportagem, o g1 tentava estabelecer contato com a defesa do suspeito.
As investigações sobre as circunstâncias do crime estão sendo conduzidas pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio e Outras Mortes Violentas em Função de Gênero (Defem) da Polícia Civil.
