Evento integra ciência e ação em defesa do meio ambiente
Em comemoração ao Mês do Meio Ambiente, a Escola Estadual Ruth dos Santos Almeida promoveu, na última quarta-feira (3), a II Feira do Meio Ambiente – Ciência e Ação: Quando o Saber Encontra o Fazer. O evento, realizado no bairro Maguari, em Belém, envolveu estudantes, educadores e a comunidade escolar em uma exposição de projetos dedicados à sustentabilidade, preservação ambiental e protagonismo juvenil. Ao longo do ano, a escola desenvolve diversas iniciativas ambientais integradas ao currículo pedagógico.
Projetos educacionais conectam teoria e prática sustentável
Segundo Antônio Salles, vice-diretor da escola, a feira reflete o trabalho contínuo realizado em sala de aula e nos projetos educacionais. “Este é um momento em que os estudantes compartilham com a comunidade tudo o que aprendem sobre educação ambiental. Trabalhamos essa temática de forma transversal, envolvendo diferentes disciplinas, projetos de afinidade e eletivas. A feira demonstra como ciência, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos”, afirmou.
Os projetos são desenvolvidos a partir de desafios reais da comunidade escolar. “Queremos mostrar aos estudantes que muitos materiais descartados podem ser reaproveitados para criar novos produtos e soluções sustentáveis. Eles aprendem a cuidar do meio ambiente enquanto estimulam criatividade, consciência social e espírito empreendedor”, explicou o educador.
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Iniciativas que ampliam consciência ambiental e criatividade
Dentre as propostas apresentadas, o projeto Cultivando Saberes destacou-se pela produção de velas aromáticas a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha usado, além do cultivo de plantas medicinais e da produção de alimentos sustentáveis.
A estudante Marianny dos Santos destacou a importância da experiência para sua formação: “Participar desse projeto é muito gratificante. Aprendemos a reaproveitar materiais que poderiam poluir o meio ambiente e transformá-los em produtos úteis. É muito bom perceber que podemos contribuir para um mundo melhor e compartilhar esse conhecimento com outras pessoas”.
O projeto Fazendo o Meu Papel também chamou atenção ao transformar papéis descartados em esculturas, objetos decorativos e peças artísticas criadas pelos próprios estudantes. Jéssica Luísa, participante, comentou: “Me sinto realizada ao participar dessa iniciativa. Conseguimos dar nova vida a materiais que seriam descartados, unindo arte e sustentabilidade, além de explorar novas formas de expressar nossa criatividade”.
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Práticas sustentáveis que promovem impacto ambiental positivo
O projeto Química Verde apresentou blocos ecológicos fabricados com materiais recicláveis, como poliuretano (PU) e poliestireno expandido (EPS), conhecidos popularmente como espuma e isopor.
Arthur Rodrigo, estudante envolvido, explicou que a iniciativa busca minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado desses materiais. “Utilizamos resíduos que levariam muitos anos para se decompor na natureza. Ao reaproveitá-los na produção dos blocos ecológicos, ajudamos a reduzir a poluição e mostramos que existem alternativas sustentáveis para diversos tipos de resíduos”.
Além dessas ações, a feira contou com projetos relacionados a compostagem, reciclagem de papel, jardinagem, hortas escolares, produção de sabão ecológico, química sustentável e documentação audiovisual sobre memória, meio ambiente e transformação social, reforçando o compromisso da escola com a formação cidadã e a conscientização ambiental.
