Eventos promovem integração entre meio ambiente, inovação e segurança no trabalho
Entre os dias 26 e 29 de maio de 2026, o Instituto Federal do Pará (IFPA) – Campus Ananindeua sediou a X Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) e a II Semana Integrada de Meio Ambiente (SEMEIA). Essas iniciativas foram aprovadas no Lote 01 da Chamada Pública nº 001/2026, realizada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) em janeiro do mesmo ano, com o objetivo de apoiar eventos científicos, tecnológicos e de inovação no Estado.
Foco na sustentabilidade e protagonismo humano
Com o tema “Tecnologia, Sustentabilidade e o Protagonismo humano, criando um ambiente centrado nas pessoas, sustentável e inovador”, a programação reuniu estudantes, servidores, pesquisadores e a comunidade local para debater inovação, responsabilidade socioambiental e valorização dos trabalhadores em ambientes institucionais e profissionais. O evento destacou a importância da segurança no trabalho aliada à preservação ambiental, ESG (ambiental, social e governança) e desenvolvimento sustentável, promovendo uma aproximação entre ensino, pesquisa e extensão.
A abertura oficial ocorreu no auditório da Universidade Federal do Pará Campus Ananindeua, no bairro Coqueiro, reforçando a parceria entre instituições de ensino superior e técnico da região.
Investimento público e fortalecimento da ciência regional
A Fapespa destinou até R$ 1 milhão para o apoio a esses eventos, reforçando sua estratégia de estimular a produção e circulação do conhecimento científico no Pará. Os resultados da Chamada Pública nº 001/2026, incluindo os lotes 1 e 2, estão disponíveis no site oficial da Fundação.
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Para a professora doutora Luiza Lopes, presidente da Comissão Organizadora das semanas, o financiamento foi essencial para a concretização das atividades. “A parceria com a Fapespa fortalece a divulgação científica, a educação ambiental por meio da Sala Verde, a inovação e a integração entre ensino, pesquisa, extensão e sociedade, evidenciando a relevância do investimento público no desenvolvimento científico e tecnológico da Amazônia”, afirmou.
Programação diversificada e participação ativa
A programação incluiu mesas redondas, palestras, debates e ações educativas que abordaram temas atuais como mudanças climáticas, recursos hídricos, bioeconomia, empreendedorismo social e educação ambiental. Estudantes e pesquisadores tiveram a oportunidade de apresentar trabalhos acadêmicos durante o II SEMEIA.
Um dos destaques foi a palestra da engenheira sanitarista Roberta Florêncio, que abordou “Tecnologia e Sustentabilidade: Responsabilidade Compartilhada no ESG”, promovendo reflexões sobre práticas sustentáveis e o papel das organizações na construção de ambientes mais responsáveis e inovadores.
Impacto local e envolvimento da comunidade
O evento contou com 460 participantes inscritos, incluindo estudantes de cursos técnicos e superiores, profissionais, docentes e público geral. Também participaram 12 crianças nas atividades da Sala Verde, que ocorreram durante dois dias. Além disso, discentes e professores do IFPA realizaram visitas técnicas ao Ecoparque Natura em Benevides, acompanhados pelas professoras Luiza Lopes, Luciana Lobato e Ana Pena Forte.
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Essas ações ampliaram os resultados da programação, evidenciando o investimento do Governo do Pará, por meio da Fapespa, no fomento à ciência, tecnologia e inovação no estado.
O papel da Fapespa no desenvolvimento científico do Pará
Marcel Botelho, presidente da Fapespa, ressaltou a importância desses eventos para o avanço do conhecimento científico regional. “A ciência, a pesquisa e a inovação oferecem soluções concretas para os desafios da sociedade. Ao apoiar eventos como este, promovemos a comunicação entre produtores de ciência e tecnologia e a sociedade que depende desses avanços. Essa é a base para o desenvolvimento sustentável do Pará, fundamentado em dados sólidos e não em suposições”, explicou.
Assim, o apoio governamental fortalece não apenas a pesquisa acadêmica, mas também o compromisso com um futuro sustentável para a Amazônia, alinhando tecnologia, sustentabilidade e protagonismo humano em uma agenda que conecta ciência e sociedade.
