Remoção da Passarela e Transtornos no Trânsito
A passarela localizada na Avenida Júlio César, em Belém, foi removida na noite de terça-feira (10) após a identificação de riscos de queda, gerando congestionamentos significativos no trânsito local. Motoristas, em busca de alternativas, ignoraram os bloqueios, intensificando os engarrafamentos nas áreas afetadas.
O engenheiro civil Vinicius Carandina, da Construbase, responsável pela obra, afirmou que será realizada uma retroanálise da estrutura para compreender as deformações que levaram à interdição. “Estamos mobilizando nossa equipe de engenheiros e inspetores para examinar a situação. Em breve, teremos um relatório detalhado sobre o que ocorreu”, declarou.
Decisão da Retirada e Seus Custos
A decisão de desmontar a passarela partiu da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra), em conjunto com o consórcio Igarapé São Joaquim, do qual a Construbase faz parte. Segundo a gestão municipal, todos os custos referentes à desmontagem, transporte e possíveis reforços estruturais serão arcados pelo consórcio, não gerando despesas para a prefeitura.
O bloqueio na Avenida Júlio César, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Belém, provocou engarrafamentos desde as primeiras horas da manhã, afetando o tráfego nas vias adjacentes. A interdição ocorreu nos dois sentidos da avenida, entre a Pedro Álvares Cabral e o Conjunto Bela Vista, a partir das 20h de terça-feira (10). A expectativa é de que a liberação da via aconteça em até 24 horas após o término do processo de remoção.
Medidas para Mitigar Impactos no Trânsito
Para minimizar os impactos no tráfego, 16 agentes de trânsito foram destacados em pontos estratégicos. Isaias Reis, diretor de Transporte da Seinfra, comentou sobre a estratégia: “Colocamos agentes em locais como o viaduto da Pedro Álvares Cabral e na subida pela Centenário. Os motoristas deverão desviar pelas avenidas Almirante Barroso e Artur Bernardes”.
Análise Detalhada da Estrutura
O desmonte da passarela, que possui um vão central de aproximadamente 36 metros, será realizado com guindastes de grande porte. As peças serão transportadas para um espaço técnico onde passarão por uma análise minuciosa. Arnaldo Dopazo, titular da Seinfra, assegurou que “a passarela permanece estável e é monitorada por nossos técnicos. Mesmo assim, decidimos agir preventivamente, garantindo segurança total aos pedestres quando for reinstalada”.
Histórico de Problemas com a Passarela
Este não é o primeiro incidente que a passarela enfrenta. Em outubro de 2025, um acidente com uma carreta quase resultou em problemas, levando a ajustes na altura da estrutura. Após o recente evento que levou à interdição, a prefeitura iniciou um procedimento administrativo para investigar as causas e atribuições de responsabilidade ao consórcio.
Obras do Parque Urbano Igarapé São Joaquim
A passarela faz parte do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, um projeto ambicioso que visa revitalizar a área e foi prometido para a COP 30. A obra, que se estende por 5 km e abrange seis bairros da capital paraense, conta com um orçamento total de R$ 173 milhões, sendo R$ 150 milhões provenientes da Itaipu Binacional e R$ 23 milhões da Prefeitura de Belém.
Em nota, o consórcio responsável pela obra afirmou estar “totalmente mobilizado” para identificar as falhas e buscar soluções que garantam a segurança da nova estrutura, minimizando impactos à população. A continuidade das obras e a segurança da passarela são prioridades para a gestão municipal e para os envolvidos no projeto.
