Mineração e Conservação: Um Diálogo Necessário
O presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), Nilson Pinto, trouxe à tona, nesta quinta-feira (16), um debate crucial no IV Congresso Técnico do Simineral, realizado em Belém. Sob o tema “Áreas Protegidas e Biodiversidade: a mineração como vetor de conservação”, ele enfatizou a importância de unir o setor mineral com as diretrizes ambientais em nosso estado.
Durante sua apresentação, Nilson Pinto compartilhou dados atualizados a respeito das áreas protegidas no Pará, destacando a vasta extensão territorial dedicada à conservação. O mapa apresentado não apenas incluiu unidades de conservação em níveis federal, estadual e municipal, mas também contemplou terras indígenas e territórios quilombolas, sublinhando a relevância dessas áreas para a manutenção da biodiversidade na Amazônia.
O presidente do Ideflor-Bio detalhou a organização dessas unidades de conservação, que se dividem entre categorias de uso sustentável e de proteção integral. Segundo Pinto, esse modelo é fundamental para equilibrar a preservação dos ecossistemas com atividades econômicas planejadas, assegurando um desenvolvimento responsável e dentro da legislação ambiental vigente.
Coexistência entre Mineração e Meio Ambiente
Outro aspecto discutido foi a viabilidade de uma convivência harmônica entre a mineração e a conservação ambiental. Nilson Pinto apresentou exemplos de sucesso, como as Florestas Nacionais de Carajás e do Saracá-Taquera, no Pará, onde as atividades mineradoras são executadas sob rigorosos critérios de controle e monitoramento ambiental.
O painel também destacou iniciativas de restauração ambiental e projetos de conservação vinculados à atividade mineral, evidenciando o potencial do setor para gerar benefícios à biodiversidade. De acordo com o gestor, a ideia é fortalecer a floresta em pé, expandindo a recuperação de áreas degradadas e promovendo práticas sustentáveis na região paraense.
Ao final, Nilson Pinto reiterou a importância da integração entre os diversos atores envolvidos. “O desafio é transformar a mineração em uma parceira da conservação. O Pará possui um patrimônio ambiental ímpar, e é viável avançar com responsabilidade, garantindo que a atividade mineral colabore com a proteção da biodiversidade, a reabilitação de áreas afetadas e a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para o nosso estado”, afirmou.
