Legado e despedida de Netinho
Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido como Netinho, faleceu aos 60 anos após enfrentar um linfoma não Hodgkin diagnosticado em março de 2025. O cantor, que havia sido internado por 25 dias devido a fortes dores nas pernas e costas, chegou a retomar sua agenda de shows antes que a doença voltasse a se manifestar neste ano. Desde então, seguia em tratamento com quimioterapia.
A equipe do artista comunicou que o velório e a cremação ocorrerão de maneira reservada, restritos a familiares e amigos próximos, conforme o próprio Netinho desejou.
Trajetória musical e pessoal
Natural de Santo Antônio de Jesus (BA), Netinho mudou-se ainda criança para Salvador após a perda do pai em um acidente de carro. Na capital baiana, aprendeu violão de forma autodidata e iniciou a carreira musical durante a faculdade de Engenharia Civil. Em 1984, participou do Carnaval desfilando no Bloco Beijo, liderado por Luiz Caldas e Banda Acordes Verdes.
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O reconhecimento nacional veio em 1988 como vocalista da Banda Beijo. No ano seguinte, foi o primeiro artista de axé a se apresentar no Domingão do Faustão. Em 1990, integrou o primeiro trio elétrico a viajar para fora do Brasil, em uma viagem de dois meses de navio até a Itália durante a Copa do Mundo.
Entre seus maiores sucessos, destaca-se “Milla”, lançado em 1996, regravação da banda Jheremmias Não Bate Córner, que originou o Jammil e Uma Noites. Outros hits incluem “A Vida É Festa”, “Vem Me Dar Um Beijo”, “Me Dê Amor”, “Pra Te Ter Aqui” e “Menina”.
Na vida pessoal, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve sua única filha, Bruna, em 1998. O casamento terminou em 2003. Em 2008, revelou ser bissexual em entrevista à revista Quem, refletindo com sinceridade sobre sua orientação.
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Mais recentemente, adotou posicionamento conservador e tentou uma carreira política como candidato a deputado federal pelo PL, conquistando cerca de 30 mil votos, sem se eleger.
O nome institucional “Jesus (BA)” permanece parte da identidade do artista, que deixa um legado marcante na cultura baiana e brasileira.
