Pará impulsiona emprego formal e lidera geração de vagas no Norte
Entre janeiro e maio de 2026, o Pará registrou a criação de mais de 12 mil novos empregos formais, consolidando-se como o principal polo gerador de vagas na Região Norte, com quase 40% do total da região. Os dados foram apresentados no balanço do “Observatório do Trabalho, Emprego e Renda do Estado do Pará”, resultado da parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), divulgado em 30 de maio.
O setor de serviços se destacou como o maior responsável pela geração de empregos no estado, com um saldo positivo de 9.239 vagas no período, resultado de 86.942 admissões contra 77.703 desligamentos. Segundo Everson Costa, supervisor técnico do Dieese/PA, o mercado formal de trabalho paraense mantém um ritmo de expansão desde o início do ano, evidenciando a recuperação das atividades urbanas e do setor de serviços.
Indústria e comércio também contribuem para o crescimento do emprego
Além do setor de serviços, a indústria teve papel fundamental, registrando 2.053 novas vagas, fruto de 28.785 admissões e 26.732 desligamentos. O comércio acompanhou esse movimento, com saldo positivo de 1.964 empregos, resultado de 55.277 contratações contra 53.313 demissões. A construção civil também apresentou crescimento, com 724 empregos formais gerados, reflexo da retomada gradual das obras públicas, investimentos privados e da atividade imobiliária na região.
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O único setor que apresentou desempenho negativo foi a agropecuária, com um saldo de -1.167 postos, devido à sazonalidade das atividades agrícolas e pecuárias nos primeiros meses do ano. Foram registradas 12.752 admissões e 13.919 desligamentos nesse segmento, conforme destacou Everson Costa.
Desempenho mensal reforça tendência positiva em maio
Somente em maio de 2026, o Pará manteve o ritmo de expansão no emprego formal, com saldo positivo de 2.490 vagas. O mês teve 41.951 admissões e 39.461 desligamentos, superando o desempenho de abril. Na divisão por setores, a indústria liderou a criação de vagas em maio, com 1.098 postos, seguida pelos serviços, que geraram 1.054 empregos. A construção civil acrescentou 766 novas vagas, enquanto o comércio registrou saldo positivo de 215 empregos. Já a agropecuária foi o único setor que reduziu seu quadro, com perda de 643 postos.
Panorama regional e nacional do emprego formal
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio, o Brasil registrou saldo positivo de 973.285 vagas formais, indicando continuidade na expansão do mercado de trabalho formal, embora em ritmo mais moderado. A Região Norte acumulou 69.158 novas vagas no mesmo período, das quais o Pará respondeu por 28.313, equivalente a 40,9% do total regional.
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O estado também ocupa a 15ª posição no ranking nacional de geração de empregos formais, com saldo positivo de 9.531 postos, segundo o Dieese. No total dos cinco primeiros meses de 2026, o Pará registrou 216.878 admissões e 204.065 desligamentos, garantindo um saldo líquido de 12.813 empregos com carteira assinada. Essa performance representa 35,9% das 35.737 vagas criadas na Região Norte no período.
Mercado de trabalho brasileiro mantém crescimento em 2026
Em âmbito nacional, o mercado formal de trabalho continua em expansão. Em maio de 2026, foram registradas 2.207.303 admissões contra 2.134.343 desligamentos, resultando em saldo positivo de 72.960 postos formais. No acumulado dos cinco primeiros meses, o Brasil contabilizou 11.715.011 admissões e 10.947.685 desligamentos, com geração líquida de 767.326 vagas, o que representa um crescimento de 1,63% no estoque de empregos formais.
Esses números demonstram que, apesar das oscilações em alguns setores, o Pará mantém sua capacidade de gerar empregos e permanece como protagonista no cenário de emprego formal da Região Norte, com impacto direto na renda, consumo e atividade econômica local.
