Crescimento da arrecadação de seguro residencial no Pará
O Pará se destacou como líder na arrecadação da modalidade de seguro residencial na região Norte, somando R$ 20 milhões nos primeiros quatro meses do ano, o que representa um aumento de 14,5% em relação ao mesmo período anterior. Esse desempenho acompanha a tendência nacional, já que o setor de seguros residenciais movimentou R$ 2,3 bilhões no Brasil entre janeiro e abril, um crescimento de 9,4% na comparação interanual. A expansão da arrecadação na região é impulsionada pelo boom imobiliário e pelo aumento da frequência de eventos climáticos atípicos, que despertam maior interesse pelo seguro residencial.
Fatores que impulsionam a procura pelo seguro residencial
De acordo com Poliana Silva, representante do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) na região Norte, a busca pelo seguro residencial tem crescido no país devido a um conjunto de fatores. Com 20 anos de experiência no mercado segurador, ela destaca uma maior conscientização da população sobre a importância de proteger o patrimônio, especialmente diante de eventos como incêndios, vendavais, alagamentos e descargas elétricas, que vêm causando prejuízos relevantes às famílias.
Além disso, a facilidade de acesso à informação tem mostrado que o seguro residencial oferece mais do que as coberturas básicas. Serviços de assistência como chaveiro, eletricista, encanador e vidraceiro são frequentemente utilizados, aumentando o valor percebido do seguro.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
Facilidades tecnológicas e regionalização do mercado
Poliana Silva ressalta que, no Norte, a simplificação dos processos de contratação, como a possibilidade de dispensar vistorias em determinados casos, além do avanço dos canais digitais, ampliaram o acesso ao seguro residencial. Isso permitiu que mais pessoas, inclusive em localidades com oferta limitada anteriormente, pudessem contratar esse tipo de proteção.
No ranking regional, depois do Pará, o Amazonas se destaca com R$ 13,8 milhões arrecadados e crescimento de 22,1%. O Acre, apesar do volume menor, apresenta o ritmo mais acelerado de expansão, com alta de 31,5% e arrecadação de R$ 2,1 milhões no período avaliado.
Tendência nacional e desafios regionais
O seguro residencial vem crescendo em média 8,4% no Brasil até maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado por uma valorização crescente da proteção financeira e patrimonial. A região Norte segue essa tendência, mas ainda apresenta uma distribuição desigual do volume de seguros residenciais. Por isso, o Sindsegnne trabalha para disseminar a cultura da proteção na região, buscando ampliar o alcance e a conscientização sobre o tema.
Principais coberturas e custo-benefício
Segundo Poliana Silva, as apólices mais comuns incluem coberturas contra incêndio, inclusive causados por queda de raio ou explosão, danos elétricos e roubo. Também há opções para cobrir quebra de vidros e responsabilidade civil, que protege contra prejuízos involuntários causados a terceiros. O custo do seguro residencial é relativamente baixo quando comparado ao seguro de veículos, e a inclusão de coberturas adicionais não encarece significativamente o valor final da apólice.
Orientações para quem adquiriu imóvel recentemente
Para quem comprou um imóvel e ainda não contratou seguro residencial, Poliana Silva destaca que a percepção de que o seguro é caro ou só útil em situações graves está equivocada. Na prática, o seguro tem custo acessível diante do valor do patrimônio protegido e oferece diversos serviços de assistência ao longo do ano, que podem gerar economia equivalente ao valor pago pela apólice.
A recomendação principal é buscar um corretor de seguros habilitado e de confiança para identificar as necessidades específicas da família e indicar as coberturas mais adequadas. É fundamental entender que o seguro não impede que imprevistos aconteçam, mas reduz significativamente o impacto financeiro quando eles ocorrem.
