Controvérsia nas redes sociais com influenciadora paraense
A influenciadora digital Lia Mendonça voltou a protagonizar uma polêmica na noite desta quinta-feira (16/7). Ela compartilhou um vídeo acompanhado de um áudio que sugeria ter dado mais visibilidade à cultura do Norte do Brasil do que as cantoras Joelma e Fafá de Belém. A declaração provocou reações imediatas nas redes sociais, com internautas saindo em defesa das artistas paraenses.
“Achei desnecessária a parte do áudio em que diz que ela levou a cultura paraense para lugares onde nem a Joelma chegou. Joelma é a nossa maior representante”, comentou uma seguidora. Outra pessoa acrescentou: “Maior que Joelma e Fafá? Elas, sim, levam cultura de verdade! O que tu faz é um circo”. Também houve quem levantasse a possibilidade de desavença pessoal: “Talvez ela não goste de Joelma nem de Fafá, por isso colocou esse áudio. Mas dizer que elas não representaram ou deram visibilidade ao Norte já é sacanagem”.
Mariana Belém defende legado cultural das cantoras
Reagindo à repercussão, Mariana Belém, filha de Fafá de Belém, manifestou-se em defesa da mãe e de Joelma. Ela ressaltou a trajetória de 50 anos da mãe e criticou a postura da influenciadora: “A coleguinha do búfalo resolveu fazer um vídeo onde ela fala que nem a minha mãe nem a Joelma levaram [para o mundo] a visibilidade do Pará como ela. São 50 anos [de carreira] no caso da minha mãe. Eu acho, no mínimo, de dar dó. A humildade deveria ser o que ela devia seguir agora, não a soberba, depois de todo esse escândalo”.
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Mariana ainda destacou que nem sua mãe nem Joelma recorreram a polêmicas envolvendo animais ou espetáculos para divulgar a cultura paraense. “Nenhuma delas fez isso. Vou dizer uma coisinha: a soberba precede a queda”, concluiu.
Vídeo do búfalo gera críticas e debate cultural
A origem do conflito está em um vídeo publicado por Lia Mendonça, no qual ela aparece ao lado de outros criadores de conteúdo com um búfalo morto dentro de um rio, seguido de outro registro em que o animal é assado inteiro. A influenciadora defendeu que a prática faz parte da cultura local, mas o conteúdo provocou forte repercussão nas redes sociais.
Diversos internautas contestaram a justificativa e criticaram a forma como o episódio foi retratado. “Somos do Pará e não comemos assim, isso é desesperador”, escreveu um dos comentários. Outro usuário acrescentou: “Primeiro, fez vídeo na água pisando nele, depois virou espetáculo comendo”. Houve ainda quem lamentasse a repercussão negativa para a região: “Deveria estar protegendo a imagem do Norte. Estamos virando chacota”.
