Pará é o Líder Nacional na Produção de Cacau
A mais recente edição do relatório de “Previsão de Safra de Cacau no Estado do Pará”, elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em colaboração com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), reafirma a posição do Pará como o principal produtor de cacau no Brasil. Com uma produção estimada em 141.452 toneladas, o estado não apenas lidera a produção nacional, mas também se destaca mundialmente com uma média de quase 900 kg por hectare, superando a média brasileira de 483 kg/ha e a africana, que é de 500 kg/ha.
A produtividade, que mede a relação entre o volume produzido e os recursos utilizados, como tempo e investimento, é resultado do empenho dos produtores em realizar práticas agrícolas adequadas, como poda oportuna e controle eficiente de pragas. Esses pontos foram destacados no estudo como fundamentais para alcançar esse nível de produtividade admirável.
Municípios com Alta Produtividade
Os dados do relatório também revelam que três municípios da Região de Integração do Xingu – Placas, Brasil Novo e Uruará – apresentaram produtividade superior a 1.000 kg por hectare. Essa informação ressalta a eficácia das técnicas aplicadas localmente, que têm permitido resultados excepcionais na produção de cacau.
Um exemplo notável é o produtor Gilmar Souza, do município de Uruará, que conquistou a Medalha de Ouro no Cacao of Excellence 2025, um dos mais prestigiados prêmios internacionais de qualidade de amêndoas de cacau. Gilmar começou sua trajetória agrícola ainda na infância, ajudando seu pai na lavoura. Em suas palavras, ‘a cultura do cacau é apaixonante e exige muito trabalho e dedicação. Os resultados de nossa amêndoa falam por si; hoje, estamos colhendo os frutos de anos de esforço e inovação, como a introdução do cacau enxertado.’
Reconhecimento do Setor Cacaueiro
Giovanni Queiroz, titular da Sedap, destacou a relevância do trabalho dos agricultores familiares e o compromisso com práticas sustentáveis que têm contribuído para a excelência do cacau paraense. ‘O Pará é reconhecido não apenas como o maior produtor de cacau do Brasil, mas também como um dos melhores do mundo. É fundamental celebrar e apoiar nossos pequenos produtores, que são a base da nossa economia’, afirmou Queiroz.
Desafios e Diagnóstico do Setor
Financiado pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau), o projeto de previsão de safra visa manter e atualizar as estatísticas sobre a produção de cacau. O relatório aborda a produtividade média, os resultados do controle de pragas, e os desafios que a cacaueicultura enfrenta, como as perdas causadas por insetos e doenças, além de sugerir estratégias para superá-los.
O documento também reflete sobre a influência climática na produção e as orientações para as instituições que prestam assistência técnica no campo, especialmente no que diz respeito à poda dos cacaueiros. Atualmente, o Pará possui cerca de 173.191 hectares em produção, dentro de um total plantado de 234.752 hectares, com a região da Transamazônica sendo a principal área produtora.
Dados Relevantes da Produção de Cacau
O relatório fornece ainda informações sobre os principais municípios produtores, destacando Medicilândia (37.564 toneladas), Uruará (21.426 toneladas), Placas (17.052 toneladas), Brasil Novo (10.818 toneladas) e Novo Repartimento (8.855 toneladas). Outros municípios, como Tucumã e Tomé-Açu, também figuram entre os dez maiores produtores do estado.
Conclusão sobre a Cacauicultura no Pará
Ao todo, a região da Transamazônica representa 86,3% da produção de cacau do Pará, seguida por outras regiões que contribuem de forma significativa para o total. Essas informações são cruciais para o planejamento estratégico dos órgãos governamentais envolvidos no setor cacaueiro. Ivaldo Santana, coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), ressaltou a importância dos dados coletados: ‘Nossos números são fundamentados e essenciais para decisões que impactam toda a cadeia produtiva do cacau, tanto para o governo quanto para a iniciativa privada.’
