Hemopa inova ao oferecer eritrocitaférese pelo SUS na região Norte
A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) marca um avanço significativo no atendimento especializado ao tornar-se o primeiro hemocentro da região Norte a disponibilizar a eritrocitaférese pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com doença falciforme. Esta nova tecnologia, implementada no Ambulatório Hematológico da instituição, amplia a oferta de tratamentos modernos e reforça o compromisso com a saúde pública regional.
Como funciona a eritrocitaférese e seus benefícios para pacientes
O procedimento utiliza um equipamento automatizado de aférese que retira parte das hemácias alteradas do paciente, substituindo-as por hemácias saudáveis obtidas por doação de sangue. Na doença falciforme, as hemácias assumem um formato semelhante a uma foice, tornando-se rígidas e dificultando a circulação sanguínea. Essa alteração pode causar crises dolorosas, anemia e lesões em órgãos vitais.
Com a nova tecnologia, o tratamento se torna mais preciso no controle da hemoglobina S, principal marcador da doença. Isso resulta em redução das complicações clínicas, melhora na oxigenação dos tecidos, menor sobrecarga de ferro comparada às transfusões tradicionais e maior segurança para pacientes que dependem de terapia transfusional crônica.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Impacto prático da eritrocitaférese na qualidade de vida dos pacientes
Coordenadora do Ambulatório Hematológico do Hemopa, a médica hematologista Saide Maria Sarmento Trindade destaca a relevância da implantação da eritrocitaférese na região. “Esse é um dos tratamentos mais avançados disponíveis para a doença falciforme e pode ser utilizado até como estratégia antes do transplante de medula óssea. O procedimento proporciona aos pacientes mais qualidade de vida, reduz dores e diminui o risco de complicações graves, como acidente vascular cerebral”, explica.
Além disso, o procedimento reduz o processo inflamatório sistêmico da doença ao substituir as hemácias defeituosas por células saudáveis e oxigenadas. “Isso permite que crianças e adultos tenham uma vida mais próxima do normal, com mais segurança e bem-estar”, complementa a especialista.
Compromisso do Governo do Pará com a saúde pública e inovação
O presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra, reforça que a oferta da eritrocitaférese pelo SUS representa um avanço histórico para a saúde pública no Pará. “Estamos ampliando o acesso a um tratamento moderno, seguro e mais eficaz para pacientes com doença falciforme, demonstrando o compromisso do governo estadual com a qualificação da assistência e a valorização da vida dos paraenses”, afirma.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença falciforme é uma das condições genéticas hereditárias mais comuns no Brasil, afetando entre 60 mil e 100 mil pessoas. Entre 2014 e 2020, o Programa Nacional de Triagem Neonatal identificou, em média, 1.087 novos casos por ano, o que ressalta a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos especializados.
Acesso gratuito e essencial papel da doação de sangue
A eritrocitaférese será oferecida gratuitamente pelo SUS para os pacientes acompanhados no Ambulatório Hematológico do Hemopa, com indicação médica baseada em critérios clínicos e necessidades individuais. A iniciativa também destaca a importância da doação regular de sangue, já que as hemácias usadas no procedimento provêm de doadores voluntários. A participação da sociedade é fundamental para garantir a continuidade desse tratamento.
Com essa inovação, a Fundação Hemopa consolida sua posição como referência no cuidado a pessoas com doença falciforme, ampliando o acesso a terapias especializadas na região Norte do Brasil e fortalecendo a rede pública de saúde para atender às demandas da população.
