Turistas exploram a riqueza cultural de Belém após a celebração do Círio
O Círio de Nossa Senhora de Nazaré movimenta Belém do Pará todos os anos, atraindo multidões que vêm conhecer a cidade durante essa festa que celebra a Rainha da Amazônia. Nesta terça-feira (13), logo após a Procissão Principal realizada no domingo (11), visitantes aproveitaram para mergulhar na cultura local, explorando desde a arquitetura até a gastronomia típica da região. No coração da cidade, o Complexo do Ver-o-Peso se destaca como um dos locais mais visitados, onde turistas contemplam a essência paraense em cada detalhe.
Experiências marcantes e descobertas culturais
Julia Tonon Braga, engenheira de 30 anos, participou pela primeira vez do Círio e viveu uma experiência única ao estar na corda que conduz a berlinda da Imagem Peregrina durante a Trasladação. Natural do Espírito Santo e com familiares em Belém, ela expressa a emoção de unir cultura, fé e turismo em uma só viagem. Além do Ver-o-Peso, Julia e sua família visitaram o Mangal das Garças e a Estação das Docas, estendendo a experiência até a Ilha do Combu no dia 12. “Estamos voltando ao Ver-o-Peso para finalizar as compras e levar lembranças do Pará para casa”, conta.
Na gastronomia, o destaque fica para a culinária local, especialmente o tradicional açaí com peixe, uma combinação típica que conquistou Julia e seus familiares durante a estada.
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Encanto e admiração pela cultura paraense
Para o ator e diretor de arte Gueko Hiller, de 40 anos, sua primeira visita a Belém é um mergulho cultural inspirado pela música “Voando pro Pará”, da cantora Joelma. Saindo de São Paulo, ele expressa sua paixão pela cidade, destacando a valorização que o paraense tem pela própria cultura. “É admirável essa inteligência emocional de se conhecer, se respeitar e se amar. Eles estão à frente do restante do Brasil”, observa Gueko.
Durante seus 12 dias em Belém, o ator já visitou a Estação das Docas e alguns balneários, com planos de conhecer as famosas aparelhagens locais. Sobre o Círio, ele ressalta a importância cultural e econômica do evento para a cidade, que, segundo ele, abraça todos os visitantes independentemente de crenças religiosas.
Olhar crítico sobre a evolução da cidade
O arquiteto e artista plástico Teodoro Dias, 72 anos, revisita Belém após 15 anos. Em viagem com a família para participar do Círio e visitar uma exposição de um amigo, ele aproveitou o feriado de Nossa Senhora Aparecida para conhecer a Ilha do Combu. Embora ainda não tenha explorado muitos espaços culturais, planeja visitar o Museu de Arte de Belém (MABE) ainda nesta terça-feira (13).
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Teodoro reconhece o potencial de Belém, mas também destaca a necessidade de uma gestão mais eficaz para preservar seu patrimônio. “Falta política aqui. É uma cidade riquíssima”, afirma, observando que a cidade tem se tornado mais vertical e, com isso, mais parecida com outras metrópoles, o que pode levar à perda da identidade local.
