Investimentos que transformam a merenda escolar
Fortalecer a qualidade da merenda escolar vai além de simplesmente oferecer alimentos; trata-se de um passo fundamental para revolucionar a educação, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Em Belém, essa iniciativa tem ganhado força com um aumento expressivo nos recursos destinados à merenda, refletindo um compromisso com a alimentação dos estudantes da rede municipal.
Os investimentos saltaram de R$ 17 milhões em 2024 para R$ 30 milhões em 2025, com uma previsão de quase dobrar esse valor em 2026. Porém, o avanço não se limita apenas ao aspecto financeiro; mais da metade desse investimento será direcionada à agricultura familiar, superando as exigências do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Isso não apenas fortalece os agricultores locais, como também assegura que os alunos recebam alimentos mais frescos e nutritivos.
Uma nova abordagem regional na alimentação escolar
A partir de 2026, a regionalização do cardápio escolar será intensificada, trazendo produtos como açaí, farinha de mandioca, tapioca, cupuaçu, jambu, maxixe e macaxeira para a mesa dos alunos. Frutas regionais, como banana, manga e mamão, terão uma presença cada vez mais marcante nas refeições. Essa iniciativa é uma valorização da cultura alimentar do Pará, o que, por sua vez, tende a aumentar a aceitação dos alimentos pelos estudantes.
Na prática, as mudanças já são visíveis nas escolas. As refeições tornaram-se mais completas e balanceadas, incluindo proteínas (como carne, frango ou ovo), arroz ou macarrão e feijão — que aparece em cerca de 80% dos pratos salgados. Além disso, a distribuição de frutas foi ampliada, com aproximadamente 40 toneladas entregues a cada 15 dias letivos, garantindo que os alunos tenham acesso a uma alimentação mais saudável.
Os impactos na educação e na economia local
Os efeitos dessa melhoria vão além da nutrição dos alunos. A qualidade da merenda escolar está diretamente relacionada ao rendimento acadêmico, à concentração em sala de aula e à permanência dos estudantes na escola. Muitos alunos já demonstram maior interesse pelas refeições, especialmente quando há alimentos típicos da região, como o açaí. Profissionais da educação também têm notado uma melhoria na qualidade dos insumos, com carnes de melhor padrão e uma variedade maior de alimentos disponíveis.
Além disso, essa política está movimentando a economia local, beneficiando agricultores familiares e trabalhadores do extrativismo, especialmente aqueles envolvidos na produção do açaí. Isso gera emprego e renda na região, reforçando a importância da merenda escolar em Belém como uma ferramenta estratégica de educação, desenvolvimento social e valorização cultural. Quando bem executadas, essas políticas públicas não apenas alimentam o presente, mas também ajudam a construir um futuro mais promissor.
