Pressão crescente sobre o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou sua exigência ao Irã para que reabra o Estreito de Ormuz. Neste sábado (4), o mandatário americano impôs um prazo de 48 horas para que o governo iraniano normalize o tráfego de navios na estratégica passagem marítima, ameaçando represálias em caso de descumprimento.
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para chegar a um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS!”, publicou o presidente em sua rede social, Truth Social.
Essa nova ultimato se refere a um prazo anterior em que Trump havia suspendido ordens de ataque a instalações de energia iranianas. Naquela ocasião, o governo de Teerã informou que não atenderia à solicitação do presidente e que retaliaria qualquer agressão ao seu território.
A ameaça de Trump surge um dia após o Irã ter derrubado dois aviões militares dos EUA. Um dos pilotos conseguiu ejetar-se, mas estava desaparecido em solo iraniano até a última atualização.
O próprio Trump destacou que esse incidente não prejudicaria as negociações entre os países para um acordo que visa resolver o conflito, que já dura seis semanas.
Até o fechamento desta reportagem, o Irã não havia reagido à nova ameaça do presidente dos EUA.
Acompanhamento das buscas
Em uma corrida contra o tempo, tanto o Irã quanto os Estados Unidos intensificam os esforços para localizar o piloto norte-americano que permanece desaparecido desde que ejetou de um dos aviões derrubados no último sábado (4).
O incidente pegou Washington de surpresa, especialmente porque o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia garantido que os EUA mantinham o controle do espaço aéreo iraniano. Este episódio também intensificou as tensões regionais, enquanto esforços de negociações para o fim da guerra continuam.
As duas aeronaves foram atingidas por forças iranianas na sexta-feira (3) enquanto sobrevoavam o território do Irã. No primeiro incidente, duas pessoas estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Apenas um piloto foi resgatado; o outro ainda seguia desaparecido.
Na manhã de sexta-feira (3), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que havia derrubado um caça militar dos EUA que sobrevoava sua área. Naquela data, Trump confirmou que a aeronave abatida era um modelo F-15E, que tinha dois pilotos a bordo, e que um deles conseguiu ser resgatado rapidamente após o acidente.
Além disso, o Exército iraniano também informou sobre a queda de um A-10 Thunderbolt II que estava em operação sobre o Estreito de Ormuz na mesma manhã. A declaração foi divulgada por porta-vozes militares em veículos de comunicação estatais do Irã, que descreveram a aeronave como um “inimigo americano-sionista agressor”.
Durante as operações de busca, dois helicópteros Blackhawk também foram alvo de fogo iraniano, mas conseguiram escapar da região, segundo oficiais americanos que falaram com a Reuters. Imagens do momento foram registradas e amplamente divulgadas pela mídia.
Este aumento nas hostilidades e as ameaças feitas por Trump indicam um cenário cada vez mais complexo no Oriente Médio, com possíveis repercussões no cenário econômico global.
