Abertura do Arte Pará 2026 destaca cultura amazônica
Na noite de quinta-feira (5), o Museu do Estado do Pará (MEP) recebeu a cerimônia de abertura do Arte Pará 2026, evento idealizado pelo Grupo Liberal que reafirma a importância da identidade amazônica paraense. A exposição apresenta 105 obras de 25 artistas selecionados, refletindo trajetórias e imagens que traduzem o cotidiano e o imaginário do bioma amazônico. A artista plástica Carmen Sousa, uma das pioneiras da arte regional, também foi homenageada nesta edição.
Projeto educativo e celebração dos 80 anos de O Liberal
Entre as novidades do Arte Pará deste ano está um projeto educativo que oferece orientação aos visitantes, além de celebrar os 80 anos do Jornal O Liberal. Ronaldo Maiorana Júnior, representante do Grupo Liberal, ressaltou a forte ligação entre o jornal e o evento durante seu discurso na abertura.
Ele rememorou o início do Arte Pará, idealizado em 1982 por seus avós Romulo e Déa Maiorana, dirigentes do Grupo Liberal na época. A mostra, que chega à sua 42ª edição, se mantém viva e relevante, contribuindo para a cena cultural e artística do Pará.
Legado cultural e continuidade do projeto
Ronaldo destacou que o Grupo Liberal vai além da comunicação, valorizando expressões artísticas essenciais para a sociedade. Ele agradeceu às instituições parceiras e patrocinadores que viabilizaram o evento. Sérgio Oliveira, coordenador geral e diretor de Mercado Leitor do Grupo Liberal, convidou o público a aproveitar ao máximo a exposição.
A participação de Sônia Renda e Roberta Maiorana, da Fundação Romulo Maiorana, também foi mencionada como fundamental para o desenvolvimento do projeto.
Diversidade artística e narrativas amazônicas
O Arte Pará 2026 reúne uma diversidade de expressões que revelam diferentes aspectos da história e cultura amazônicas. A mostra apresenta diversas linguagens artísticas que abordam temas como religiosidade regional, trabalho ribeirinho, personagens históricos e cenas da cultura popular.
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Além disso, o evento destaca elementos do cotidiano, como o comércio de Belém, sonoridades do Norte do Brasil, dança retratada em pinturas e uma videoarte que traz um olhar original sobre o surgimento da cidade de Belém.
Artistas participantes e destaque à obra de Nay Jinknss
Entre os 25 artistas, estão Alessandro Falco, Ana Mendes, Bruno Cantuária, Caio Paixão, Carol Abreu, Dias Jr, Diego Azevedo, Emily Guimarães, Felipe Ferreira, Flori Jacamo Hurtado, Itatiane Moraes, Jo Santos, Lucia Gomes, Luciana Lemos, Maria José Batista, Mauro Joaquim Lima, Matheus Bento, Matheus Duarte, Maurileno Sanches, Nay Jinknss, Petcho Silveira, Renee Miranda, Samir Dams, Nazas e Val Sampaio.
Uma obra que chama atenção é a pintura da fotógrafa e artista visual Nay Jinknss, que retrata a figura mitológica africana Anance. A peça homenageia a professora e ativista cultural Zélia Amador de Deus, falecida em setembro aos 76 anos.
Parcerias e apoio institucional
Bruno Silva, diretor do Museu do Estado do Pará, destacou o compromisso da instituição em valorizar a arte paraense por meio da parceria com o Grupo Liberal. Esta edição do Arte Pará é financiada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e organizada pela Fundação Romulo Maiorana, com curadoria da artista visual Keyla Sobral.
O evento conta com o patrocínio master do Grupo Equatorial, além do apoio da Phebo e da Vale, empresas que reforçam seu compromisso com a cultura local.
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Curadoria e conceito da mostra
Keyla Sobral escolheu o título “Breve Canção para Reflorescer” para esta edição. A curadora destaca a arte como um espaço de reinvenção e resistência, capaz de criar novas perspectivas e mundos. A exposição propõe uma visão plural da Amazônia, reconhecendo suas múltiplas experiências, territórios, memórias e sensibilidades.
Para Keyla, a Amazônia não precisa ser explicada em sua totalidade, pois sua força está no que transcende e escapa a narrativas únicas. Ela espera que o Arte Pará continue sendo um espaço de encontros, reconhecimento e abertura para novas vozes na arte contemporânea.
Patrocinadores valorizam a cultura local
Michelle Miranda, analista de Responsabilidade Social do Grupo Equatorial, ressaltou o valor do apoio ao evento. Segundo ela, a iniciativa fortalece a identidade dos artistas paraenses, abrindo portas para reconhecimento nacional e além.
A Phebo destacou sua história ligada a Belém e reafirmou a importância de renovar a conexão com o Pará por meio do apoio ao Arte Pará. A empresa valoriza a relação com a natureza e a diversidade cultural que o estado oferece.
A Vale, parceira de longa data, foi a primeira a investir na 42ª edição do Salão Arte Pará, reafirmando seu comprometimento com o fortalecimento das artes visuais na região.
