Educação Ambiental e Gestão Hídrica
O encontro que ocorreu em São Paulo destacou a interconexão entre água, educação ambiental e equidade de gênero, reunindo representantes das Câmaras Técnicas de Educação Ambiental (CTEAs) de diversas regiões do estado. O evento teve como foco central a troca de experiências em relação à gestão dos recursos hídricos e fez parte das celebrações do Dia Mundial da Água de 2026, que se propôs a refletir sobre como a água impacta a vida de mulheres e meninas.
Na abertura da reunião, Lara Carolina Chacon Costa, diretora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), ressaltou a importância da articulação entre comitês de bacias hidrográficas. Ela afirmou que a educação ambiental é uma ferramenta essencial para promover a participação social na gestão dos recursos hídricos. “A educação ambiental é um instrumento fundamental para engajar a sociedade na gestão das águas e fortalecer processos participativos nos territórios”, enfatizou.
Durante o encontro, vários especialistas e membros dos comitês apresentaram iniciativas que demonstram como a educação ambiental pode gerar ações práticas. Os projetos discutidos abrangem tanto o ensino formal quanto o não formal, além de utilizar abordagens lúdicas e digitais para aproximar crianças e jovens do tema da conservação hídrica.
Entre as iniciativas destacadas, chamou atenção o uso de jogos, plataformas digitais e personagens educativos, que tornam a aprendizagem sobre a conservação da água mais acessível e divertida. Essas ações buscam transformar informações técnicas em experiências que ressoem com a realidade das comunidades, incentivando o engajamento e o sentimento de pertencimento ao tema.
Impactos da Escassez de Água
A programação do encontro também incluiu uma aula magna ministrada por Francisca Adalgisa, especialista em saneamento. Ela abordou os impactos da escassez de água sobre mulheres e meninas, discutindo questões como a sobrecarga de trabalho, os riscos à saúde e segurança e os efeitos negativos na educação e na geração de renda. A apresentação reforçou a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero nas políticas públicas relacionadas à água.
Além de promover a discussão sobre a gestão hídrica, o encontro serviu para fortalecer a conexão entre os comitês de bacias hidrográficas e facilitar o compartilhamento de boas práticas em educação ambiental em todo o estado. A integração das ações e a colaboração entre as diferentes CTEAs são fundamentais para uma abordagem mais efetiva na proteção e gestão dos recursos hídricos, especialmente em um contexto onde a escassez de água se torna um desafio crescente.
