A Economia Paraense em Ascensão
No encerramento de 2025, a economia do Pará se destacou no cenário nacional, com um crescimento de 4,51%, quase o dobro da média brasileira, que foi de 2,29%. Esses dados são da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e baseiam-se no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre, o PIB do Pará alcançou R$ 69,2 bilhões, representando 2,1% da economia do Brasil.
Apesar de uma variação negativa de 1,95% em relação ao trimestre anterior, especialistas explicam que esse movimento pode ser visto como um ajuste natural após períodos de forte expansão, especialmente em setores suscetíveis a fatores sazonais, como agropecuária e indústria.
O Desempenho ao Longo do Ano
Ao analisar o acumulado até o quarto trimestre, a economia paraense reafirma seu crescimento robusto. O resultado é um reflexo da solidez e consistência da economia do estado ao longo do ano, com avanços em todos os setores produtivos, consolidando o Pará como um dos principais motores do crescimento econômico do país.
“Ao olharmos para o fechamento do ano, é visível uma dinâmica diferenciada entre os trimestres. Após um terceiro trimestre de crescimento expressivo de 7,85%, impulsionado por investimentos em infraestrutura para a COP30, o quarto trimestre apresentou uma acomodação natural, com uma retração de 1,95% em relação ao trimestre anterior. Essa diferença se deve a dois fatores principais: na agropecuária, houve uma queda de 10,53%, e na indústria, a retração foi de 7,41%, influenciadas pela irregularidade das chuvas e baixa produção mineral. Em contrapartida, o setor de serviços atuou como um estabilizador, crescendo 3,22% e desempenhando um papel fundamental”, detalha Rickson Oliveira, pesquisador da CEECR, da Fapespa.
Setores em Destaque
De acordo com Oliveira, dentro do setor de serviços, a Administração Pública se destacou com um crescimento de 6,64%, refletindo a continuidade dos investimentos públicos. Além disso, atividades imobiliárias e outros serviços mantiveram um impulso positivo, contribuindo para a sustentabilidade do crescimento.
No que diz respeito à agropecuária, esta foi um dos principais motores do crescimento, com uma alta significativa de 11,13%, impulsionada por safras expressivas de milho e soja, que se beneficiaram de condições climáticas favoráveis. A valorização da pecuária também desempenhou um papel importante nesse cenário.
A indústria, por sua vez, apresentou um desempenho relevante, com um crescimento de 3,26%, superando a média nacional. Este resultado foi sustentado, em grande parte, pela atividade extrativa mineral, além da contribuição da construção civil e da indústria de transformação.
Já o setor de serviços cresceu 3,78%, com expansão em diversas atividades. O comércio, com uma alta de 5,90%, e outros serviços, que cresceram 5,78%, foram os principais destaques, reforçando o dinamismo do setor.
Perspectivas para o Futuro
A solidez dos três grandes setores econômicos contribuiu para uma expansão de 4,79% no Valor Adicionado Bruto (VAB) do estado, índice que também superou amplamente a média nacional. O Pará manteve sua relevância no contexto brasileiro, respondendo por 2,1% do PIB nacional no quarto trimestre e participando ativamente em atividades estratégicas, como agropecuária e indústria extrativa.
“Este estudo, realizado em parceria com o IBGE, demonstra claramente a estabilidade e o vigor econômico do Pará. Convido todos os paraenses a explorarem as demais pesquisas da Fapespa, que evidenciam claramente o potencial do nosso estado”, afirma Marcel Botelho, presidente da Fapespa.
