Descubra a Arte do Miriti em Belém
Neste sábado, dia 9, a Caixa Cultural Belém será o cenário de uma oficina única voltada para todas as pessoas a partir de 7 anos. O evento, intitulado “A arte viva em miriti”, convida os participantes a transformar o miriti, uma vegetação característica da Amazônia, em esculturas com formatos variados. A atividade será conduzida pelo artista visual paraense Francelino Mesquita, que traz para a dinâmica a sua vasta experiência e amor pelo material.
A oficina ocorrerá entre 10h e 12h e visa proporcionar uma experiência criativa, onde os participantes poderão criar pequenas esculturas inspiradas nas narrativas e formas presentes na obra do artista sergipano Véio. O miriti se torna uma matéria-prima rica e poética, conectando diretamente à cultura amazônica e à memória afetiva dos paraenses. Com isso, a proposta é estimular a imaginação e o reaproveitamento de materiais, características que permeiam a produção de Véio, conhecido por transformar objetos simples em esculturas de grande impacto popular e contemporâneo.
Francelino Mesquita: Um Artista da Sustentabilidade
Os participantes contarão com a orientação de Francelino Mesquita, um artista reconhecido em Belém pelo seu trabalho com o miriti. Sua pesquisa navegante entre escultura, brinquedos populares e formas orgânicas revela uma forte ligação com a tradição, ao mesmo tempo que incorpora uma linguagem contemporânea. Francelino se destaca por sua habilidade em criar obras a partir de materiais que, à primeira vista, poderiam ser considerados sem valor.
Os universos de Véio e Francelino se entrelaçam na capacidade de ambos em desenvolver uma linguagem poética a partir de materiais simples e cotidianos. Eles utilizam elementos da natureza para criar formas que dialogam com o imaginário popular, a memória afetiva e a conexão entre o ser humano e seu território.
A Arte como Experiência Coletiva
O trabalho de Véio é marcado pelo reaproveitamento de madeiras, raízes e outros objetos encontrados, resultando em figuras híbridas e esculturas cheias de simbolismo. Por sua vez, Francelino se foca na exploração do miriti e na manualidade, priorizando o gesto artesanal e a liberdade criativa característica da cultura popular paraense.
Tanto Francelino quanto Véio compartilham uma relação intuitiva com os materiais que usam, permitindo que estes conduzam parte do processo criativo. Em suas obras, a ludicidade se une a uma elaboração estética que mistura arte popular, escultura e experimentação visual, gerando um diálogo interessante e acessível.
Participe da Oficina
A oficina “A arte viva em miriti” representa uma oportunidade imperdível para o público vivenciar a criação de pequenas esculturas, não apenas inspiradas nas formas de Véio, mas também na essência da arte viva, livre e inventiva que caracteriza o trabalho dos dois artistas. Além de fazer parte da programação da exposição “A Forma Viva na Arte de Véio”, a oficina destaca o caráter interativo da mostra, dedicada a um artista cujo trabalho é reconhecido pela liberdade formal e pelo uso inovador de materiais.
A exposição “A Forma Viva na Arte de Véio” segue em cartaz na Caixa Cultural Belém até o dia 31 de maio. A mostra reúne uma coleção impressionante de esculturas, objetos e instalações do artista sergipano, que ao longo de sua trajetória tem transformado madeira, raízes e outros materiais descartados em obras de forte identidade visual e relevância cultural.
Informações Práticas
Serviço: Oficina ‘A arte viva em miriti’ com Francelino Mesquita
Data: Sábado, 9 de maio de 2026
Horário: 10h às 12h
Local: Caixa Cultural Belém
Endereço: Avenida Marechal Hermes, s/n – Armazém 6A – Reduto (Porto Futuro II)
Participação gratuita – As inscrições podem ser realizadas através do link disponível na bio da CAIXA Cultural Belém e no site da instituição.
Classificação: a partir de 7 anos (menores devem estar acompanhados por um responsável).
