Tucson se mobiliza para receber a seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026
A seleção do Irã está se preparando para enfrentar a Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA, com a competição marcada para junho de 2025. No complexo esportivo de Tucson, Arizona, onde o ‘Team Melli’ ficará hospedado, os funcionários têm trabalhado incansavelmente para garantir que tudo esteja pronto para a chegada da equipe. O gramado é meticulosamente irrigado e cortado, seguindo as diretrizes estabelecidas pela FIFA.
Sarah Hanna, diretora do Complexo Esportivo Kino, onde também joga o FC Tucson, afirmou à AFP que as condições do campo são mantidas em padrões ideais, como se fossem para jogos em Los Angeles e Seattle. “Estamos contentes em recebê-los e proporcionaremos uma experiência positiva. Até o momento, tudo está 100% confirmado, a menos que recebamos alguma instrução diferente da FIFA”, comentou.
Com uma média de 12 a 20 reuniões semanais, o complexo está organizando todos os arranjos logísticos necessários, que incluem a hospedagem, alimentação e segurança do time iraniano. Mesmo com a atual incerteza envolvendo a seleção, desde o início do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã, os esforços no local não foram interrompidos.
Leia também: Irã Busca Transferir Jogos da Copa do Mundo 2026 para o México
Leia também: Gleika Pinheiro Recebe Escudo da FIFA e Estreará em Liga Internacional de Futebol
A segurança como prioridade
A FIFA reafirma que a participação do Irã na Copa do Mundo está garantida. No entanto, na última sexta-feira (8), o presidente da Federação Iraniana de Futebol mencionou 10 condições que devem ser atendidas para que a seleção compareça, incluindo questões relacionadas a vistos e ao respeito com a comissão técnica. Um ponto crítico é a possibilidade de que Washington vete a entrada de membros da delegação que tenham vínculos com a Guarda Revolucionária, uma força considerada terrorista pelos EUA.
Além disso, Teerã tem exigido segurança para sua equipe. Em uma declaração que trouxe mais tensão à situação, o ex-presidente Donald Trump comentou que a seleção seria bem-vinda, mas logo acrescentou que não via como “apropriada” a participação do time no torneio, citando preocupações sobre a segurança dos jogadores.
Leia também: Hospital Roberto Santos Lança Mutirão de 400 Cirurgias Urológicas na Bahia
Fonte: vitoriadabahia.com.br
Leia também: Preparativos para Copa do Mundo: Irã se prepara para competir nos EUA
Fonte: belembelem.com.br
Em Tucson, uma cidade com uma maioria democrata, Sarah Hanna revelou que as autoridades estão desenvolvendo um “plano de segurança adaptado”, que incluirá a realização da maior parte dos treinos em locais fechados ao público. Jon Pearlman, presidente do clube local, buscou tranquilizar a todos, afirmando que “não acredito que o presidente Trump ou qualquer pessoa em nosso governo queira que eles se sintam indesejados ou em perigo. Vamos criar um ambiente seguro porque queremos que nosso país continue sendo um ótimo anfitrião”. Pearlman já está de olho na Copa do Mundo Feminina de 2031.
Uma recepção calorosa em Tucson
O Complexo Esportivo Kino está se preparando para receber a seleção iraniana com uma infraestrutura completa, incluindo uma academia equipada com aparelhos de musculação, banheiras de gelo e macas para massagem. “Nós os recebemos de braços abertos. Somos parte da comunidade mundial do futebol e o jogo une as nações, não as separa”, enfatizou Pearlman.
Essa recepção calorosa é um reflexo do sentimento da população, que conta com cerca de 540.000 habitantes, abrangendo diversas opiniões políticas. Rob McLane, um crítico da guerra contra o Irã, expressou sua esperança de que os jogadores se sintam bem-vindos na cidade, apesar do contexto político. Já Michael Holley, um eleitor republicano que apoia a guerra, afirmou: “Fico feliz que venham e não tenho más intenções nem reservas”. Ele também comentou que as declarações de Trump não deveriam ser interpretadas como uma ameaça e que os atletas não deveriam sofrer por suas opiniões pessoais.
No entanto, a comunidade iraniana em Tucson está dividida. Para alguns, como Ali Rezaei, a seleção é vista como uma ferramenta de propaganda do regime dos mulás. “É impossível para mim apoiá-los. Se houver um protesto contra eles, talvez eu participe”, desabafou Rezaei.
