Falha na segurança do Meu INSS expõe dados de milhões
Um vazamento de dados no sistema da Dataprev, empresa estatal responsável pelo processamento das informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afetou 2,8 milhões de segurados, conforme anunciado pela própria companhia nesta terça-feira. A falha ocorreu em 19 de abril, devido a uma falha na trava de segurança da plataforma digital “Meu INSS”, mas só veio a público na semana passada.
Inicialmente, a Dataprev não havia divulgado o número total de pessoas impactadas, afirmando que a investigação ainda estava em andamento. Fontes do governo, porém, estimaram de forma reservada que cerca de 1,5 milhão de usuários haviam sido afetados.
Dados de pessoas falecidas são maioria no vazamento
Em nota, o INSS informou que 97% dos dados expostos referem-se a pessoas já falecidas, enquanto aproximadamente 50 mil registros são de segurados vivos sem registro de óbito. Já a Dataprev detalhou que 98,19% dos acessos indevidos correspondem a informações de pessoas falecidas.
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Fonte: cidaderecife.com.br
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Fonte: indigenalise-se.com.br
O caso veio à tona após reportagem do jornal Folha de São Paulo e, posteriormente, foi confirmado tanto pela Dataprev quanto pelo INSS. Os órgãos ressaltaram que tomaram medidas imediatas para conter o problema assim que identificaram os acessos não autorizados. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também foi acionada para acompanhar o caso.
INSS garante que não houve fraudes em benefícios
O INSS garantiu que, apesar do vazamento, não houve concessão de novos benefícios ou empréstimos fraudulentos. O órgão destacou que o sistema conta com diversas camadas de segurança, incluindo o uso obrigatório de biometria facial para autenticação dos usuários.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança na análise de seus benefícios”, afirma o comunicado oficial.
Especialistas alertam para riscos do vazamento
Apesar das garantias, especialistas em segurança da informação classificam o vazamento como grave, já que os dados pessoais de quase três milhões de pessoas, incluindo CPF, vínculos e filiações, ficaram disponíveis para acesso indevido e podem ser usados por criminosos para fraudes.
Como resposta, a Dataprev informou que implementou novos controles de segurança para limitar os acessos ao banco de dados e evitar futuros incidentes.
