Movimento econômico aquece comércio de itens juninos em Belém
As vendas de itens juninos em Belém começaram junho com um impulso significativo. A procura por adereços, tecidos e roupas típicas para as festas de São João se intensificou, impulsionada também pela demanda por produtos relacionados à Copa do Mundo. Essa combinação tem movimentado lojistas, feirantes e estilistas, que esperam faturar mais do que no ano passado, mesmo diante dos reajustes nos preços de materiais tradicionais e da redução no custo de pedrarias.
Bruna Costa, gerente de vendas, destaca que os produtos mais buscados são as bandeirinhas e os balões típicos do São João. “Itens como anáguas nas cores verde e amarela têm saído bastante, e o tecido já está ficando escasso para nós”, relatou. A gerente atribui o aumento nas vendas à coincidência do período esportivo, que acelerou a movimentação nas lojas. “A junção foi positiva. Esperamos um incremento nas vendas da ordem de 15%”, projeta.
Setor de aviamentos para quadrilhas lidera crescimento nas vendas
Em outro ponto comercial da cidade, o gerente Cleoson Moreira observou uma mudança no perfil dos consumidores nas últimas semanas. “Em maio, vendemos muitos materiais para quadrilhas. Agora, a demanda está voltada para acessórios usados em festas e eventos escolares, além de materiais para enfeites”, explicou. O estabelecimento notou aumento na procura por chapéus com pedrarias, especialmente entre artesãos e quadrilheiros.
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Fonte: ctbanews.com.br
Cleoson também atribui o bom desempenho à oferta de adereços com temática da Copa do Mundo. “Ainda não temos números exatos para comparar com o ano passado, mas a expectativa é de crescimento entre 20% e 30%”, afirmou.
Consumidores optam por trajes prontos para driblar alta nos insumos
O aumento no preço das matérias-primas tem afetado o comportamento de compra de profissionais autônomos na Grande Belém. Simone Silva, feirante do bairro Terra Firme, relata que tem comprado trajes juninos prontos, com preços entre R$ 40 e R$ 55, o que considera vantajoso. “Para mim, está ótimo porque economizo com tecido e costureira. A renda está muito cara”, explicou.
Simone revende as peças em seu armarinho, também em Terra Firme, com valor médio de R$ 120 após adicionar adereços. “Eu costumava fazer tudo sozinha, mas com os reajustes, estou preferindo comprar pronto. O material está muito caro, principalmente renda, fitilho e chapéu. O milheiro do chapéu disparou de R$ 70 ou R$ 80 para R$ 250”, justificou.
Estilistas aproveitam queda nos preços de pedrarias para finalizar adereços
Enquanto os setores de tecidos e palhas enfrentam alta nos preços, o segmento de pedrarias registrou redução no custo no atacado. Andrio Costa, estilista e coreógrafo de 20 anos, que prepara os adereços para a quadrilha junina Império de São João, de Vila do Conde, Barcarena, confirma que o planejamento começou cedo, em abril.
“Estamos nos ajustes finais para o São João. Os preços dos materiais estão estáveis ou até mais baixos. Muitas pedrarias estão mais baratas. No ano passado, uma peça custava R$ 50; este ano, sai por R$ 40. Os valores melhoraram”, disse Andrio.
