Conservação marinha em ação no Pará
Salinópolis foi palco de uma importante iniciativa de preservação ambiental com a soltura de 114 filhotes de tartaruga-marinha da espécie Lepidochelys olivacea, também conhecida como tartaruga-oliva. Os filhotes nasceram em 19 de junho na região da Ponta da Sofia, dentro do Monumento Natural do Atalaia, uma unidade de conservação estadual gerenciada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).
Projeto e parceria para proteger os quelônios
Essa ação faz parte do Projeto de Monitoramento de Desovas de tartarugas marinhas (PMDTM), que é uma exigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) relacionada ao licenciamento ambiental da Petrobrás. No Pará, o projeto é coordenado pelo Instituto Bicho D’Água e pela ARVUT Meio Ambiente, com acompanhamento constante dos técnicos do Ideflor-Bio ao longo de todo o ano.
A colaboração entre essas instituições é essencial para proteger os ninhos e monitorar as áreas de desova, fortalecendo as medidas de conservação das tartarugas em uma região crucial para a reprodução da espécie no litoral paraense. Nilson Pinto, presidente do Ideflor-Bio, afirma que o acompanhamento técnico é vital para garantir que os filhotes cheguem ao oceano com segurança, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.
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Importância da tartaruga-oliva para o ecossistema
“O trabalho de conservação das tartarugas marinhas exige atenção contínua, desde a identificação e proteção dos ninhos até o momento da soltura. O Ideflor-Bio atua permanentemente para assegurar que esses filhotes atinjam o mar com segurança, aumentando suas chances de sobrevivência e reafirmando o compromisso do Governo do Pará com a biodiversidade e os ecossistemas costeiros”, ressaltou o presidente.
A tartaruga-oliva é uma espécie ameaçada que utiliza as praias do Pará como área de reprodução. A união entre o poder público, pesquisadores e organizações ambientais tem sido fundamental para ampliar as chances de sobrevivência dos filhotes e fortalecer a conservação da biodiversidade marinha no estado.
Josie Figueiredo, bióloga e coordenadora de campo do projeto, destaca que “a tartaruga-oliva desempenha um papel essencial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos, contribuindo para a cadeia alimentar e a saúde dos oceanos. Cada filhote que chega ao mar representa uma nova oportunidade para a preservação dessa espécie ameaçada, evidenciando a importância do monitoramento das áreas de desova e do engajamento de diversas instituições na proteção da biodiversidade costeira”.
