Uepa destaca-se no PET-Saúde: Clima com aprovação de oito projetos
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) conquistou aprovação para oito projetos na 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima), uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Saúde e da Educação. O programa foca na formação de profissionais capacitados para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS) e no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde da população. O resultado reforça o papel central da Uepa na produção de conhecimento e na articulação entre ensino, pesquisa, extensão e serviços de saúde em diferentes regiões amazônicas.
Projetos abrangem diversas regiões e desafios de saúde
As propostas aprovadas serão desenvolvidas em parceria com secretarias municipais de saúde, contemplando realidades variadas do Pará. Os municípios envolvidos são Altamira, Ananindeua, Belém, Conceição do Araguaia, Santarém, Marabá, Parauapebas e Tucuruí, este último em colaboração com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Os projetos abordam temas como vigilância em saúde, equidade, qualidade ambiental, doenças respiratórias, justiça climática, comunicação científica e fortalecimento da atenção à saúde em áreas vulneráveis.
Entre os projetos aprovados estão: “Saúde, Clima e Equidade no Xingu”, que integra vigilância, cuidado especializado e comunicação para emergências climáticas em Altamira; “Equidade em Saúde, Vigilância Territorial e Inovação Interprofissional” na região do Baixo Amazonas, em Santarém; o projeto focado em doenças respiratórias em Conceição do Araguaia; e iniciativas em Ananindeua voltadas para equidade e respostas às emergências climáticas na Amazônia.
Outros projetos destacam a equidade em saúde na Vila da Barca, em Belém; a relação entre água, qualidade ambiental e saúde em Parauapebas; a produção de conhecimento para enfrentar os impactos das mudanças climáticas em Marabá; e o “PET Saúde Clima REVIVER” em Tucuruí, que promove justiça climática em populações afetadas por barragens, desenvolvido em parceria com a UFPA. Todas as iniciativas foram aprovadas na chamada pública nacional do PET-Saúde: Clima.
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Fonte: belzontenews.com.br
Investimento e objetivo do PET-Saúde: Clima
Com um investimento superior a R$ 90 milhões, o PET-Saúde: Clima busca fortalecer a integração entre instituições de ensino superior, serviços de saúde e comunidades. O programa capacita profissionais para enfrentar os desafios impostos pelas emergências climáticas e ambientais, promovendo uma formação interprofissional alinhada às necessidades dos territórios e da população.
Compromisso da Uepa com o SUS e formação qualificada
O pró-reitor de extensão da Uepa, Higson Coelho, atribui o sucesso da universidade no PET-Saúde: Clima a um compromisso consolidado com o fortalecimento do SUS e a formação de profissionais preparados para os desafios da saúde pública brasileira. A Uepa participa do programa desde suas primeiras edições, o que permitiu acumular experiência e maturidade técnica para elaborar propostas qualificadas e alinhadas às demandas regionais.
Segundo o professor, a universidade aprendeu a transformar os editais em oportunidades concretas de integração entre ensino, serviço, extensão e comunidade, ampliando sua capacidade de atuação em saúde pública.
Articulação institucional e parcerias estratégicas
Outro elemento fundamental para o êxito foi o compromisso da gestão superior da Uepa em fortalecer a participação institucional nos programas do Ministério da Saúde. De forma planejada e orgânica, a universidade incentivou a mobilização de todos os seus campi, ampliando parcerias com secretarias municipais e estadual de saúde.
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Essa articulação assegura que os projetos sejam construídos a partir das demandas reais dos serviços e das populações atendidas pelo SUS, garantindo impacto positivo e relevância social.
Impacto regional e reconhecimento acadêmico
Para a Uepa, ser a instituição de ensino superior com maior número de projetos aprovados representa um reconhecimento da qualidade acadêmica e científica da universidade. Isso reforça seu compromisso com a formação de profissionais dedicados ao desenvolvimento regional e à construção de respostas inovadoras para os desafios da saúde pública na Amazônia.
A aprovação dos projetos em diferentes regiões amplia a presença da universidade junto às comunidades e fortalece sua contribuição para a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e da justiça climática.
